Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Denunciado por ato racista, Mogi deve ser julgado na próxima semana

São Paulo (SP)

O Mogi Mirim deve ser notificado nos próximos dias sobre o julgamento do ato de discriminação racial contra o volante Arouca, do Santos. O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) pretende formalizar nesta terça-feira a denúncia contra o clube do interior paulista, cujo estádio, o Romildo Vitor Gomes Ferreira – ou Romildão – foi interditado preventivamente.

“Eu já estou encaminhando o processo hoje (segunda-feira) mesmo para os procuradores. Amanhã (terça-feira) a denúncia estará pronta, e deverá ser julgada na próxima segunda-feira. Essa interdição (do estádio) deve ser julgada na próxima segunda-feira”, afirmou Antônio Carlos Meccia, procurador do TJD-SP, em entrevista ao Sportv.

Segundo o magistrado, a Justiça Desportiva não tem poder para punir o torcedor que proferiu as ofensas racistas contra Arouca. O incidente ocorreu na última quinta-feira, após a goleada por 5 a 2 do Santos sobre o Mogi Mirim, em partida válida pela 12ª rodada do Campeonato Paulista.

Ricardo Saibun/Santos FC
Líderes de torcida do Santos exibem faixa antes da goleada contra o Oeste, neste domingo
“Existe a Justiça comum. Ela é competente para apurar esse tipo de crime de comportamento. A Justiça Desportiva pune os elementos dos clubes ligados à Federação (Paulista). A minha mão não alcança um torcedor como pessoa física. Infelizmente, o nosso código não dá alcance para pessoas que não estão vinculadas aos clubes - funcionários, diretores, jogadores...”, explicou Meccia.

O procurador entende que, caso a interdição do Romildão seja mantida, o Mogi Mirim deverá cumpri-la ao longo da Série C do Campeonato Brasileiro, uma vez que o time presidido por Rivaldo faz apenas mais um jogo em casa no Paulistão e não tem chances de classificação para as quartas de final.

“Eu entendo que deva cumprir também no outro campeonato (Série C), mas vai depender de como o presidente (do Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, Mauro Marcelo de Lima e Silva) entenderá isso”, esclareceu.

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