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Depois de má campanha no Carioca, clima eleitoral esquenta no Bota

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

Após a pior campanha do clube na história do Campeonato Carioca, o Botafogo viu ser antecipado o seu processo eleitoral. Pelo menos em termos de discussões. O pleito, que acontecerá em novembro ou dezembro deste ano, marcará o fim da gestão do presidente Maurício Assumpção, no cargo desde 2009, e promete ser um dos mais acirrados da história do Glorioso.

Na noite de terça-feira aconteceu uma prévia do que deverá ser o ano em termos político. Maurício Assumpção discutiu de maneira acalorado com o conselheiro Carlos Eduardo, que deverá ser um dos candidatos de oposição, e o clima ficou tão pesado que por muito pouco os dois não chegaram as vias de fato. Foi necessária a intervenção de outros membros do conselho para evitar o pior.

O motivo da discussão foram as críticas de Carlos Eduardo a gestão de Maurício, a quem acusou de auemntar a dívida do clube e de não agir de maneira transparente. O presidente lembrou os feitos de sua gestão. Porém, quando o assunto passou a ser eleição o clima ficou pesado.

Maurício Assumpção era um nome acima de discussões até o fim do ano passado. Dívidas vinham sendo pagas e dentro de campo a evolução vem sendo nítida. A conquista do Campeonato Carioca de 2013, de maneira indiscutível, e a volta à Copa Libertadores depois de 18 anos deixavam o presidente com moral. Isso sem falar na contratação de Seedorf, que recolocou o clube no cenário internacional.

Porém, em 2013, Assumpção viu Seedorf se aposentar e perdeu um importante aliado. Além disso, alguns jogadores importantes foram negociados e a efetivação do técnico Eduardo Húngaro, para agradar a maioria da sua base aliada, que cuida das categorias de base, origem do treinador, revoltou a muitos em General Severiano. A campanha no Estadual apenas foi o acender do fósforo para que as eleições começassem a serem discutidas.

Maurício Assumpção já anunciou que não ser´candidato. Pela situação surgem nomes como Chico Fonseca, vice-presidente de futebol e um dos mais criticados pela torcida e oposição, e André Silva, que hoje cuida da parte administrativa do clube.

Porém, com esses nomes as chances de Maurício fazer o sucessor são poucas. Isso porque os nomes de outras chapas são fortes. Nem tanto pela oposição, onde Carlos Eduardo aparece com pouca expressão. O problema são os candidatos tidos como neutros e que contam com o aval de vários conselheiros e da opinião pública. O mais forte deles sairá de uma chapa que tem Cláudio Good e Manoel Renha. O primeiro, escocês radicado no Brasil, é ex-vice-presidente de finanças na gestão Bebeto de Freitas e do próprio Maurício Assumpção. Já Manoel Renha é empresário com grande capacidade de atrair investidores e que auxiliou financeiramente o clube entre 2004 e 2008, também na gestão de Bebeto.

Outro nome que pode sair com certa neutralidade é o de Vinícius Assumpção, Secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário da Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro.

Nos corredores de General Severiano se fala que a disputa de novembro está imprevisível e que alguns fatores podem ser decisivos, como o apoio de alguns caciques políticos importantes, como o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro. Certo é que o futuro do time na Libvertadores e no Campeonato Brasileiro também deverá pesar.

Dentro de campo o Botafogo segue se preparando para o duelo do dia 2 de abril, quarta-feira da próxima semana, contra o Unión Española, do Chile, no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), pela penúltima rodada do Grupo 2 da Copa Libertadores. Ganhando, o Alvinegro garante vaga nas oitavas de final.

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