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Em 2013, Da Lupa passou dívidas nominais com o Banif para Portuguesa

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

O esquema arquitetado pelo banco Banif, descoberto pelo Ministério Público nesta sexta-feira, que pode ter culminado em uma fraude de R$ 600 milhões, já havia gerado desentendimentos internos entre representantes da Portuguesa. A instituição, que, como provado pelo promotor Roberto Senise, está envolvida em uma operação ilícita com os portugueses, foi palco de um conflito entre Manuel da Lupa e opositores, que cobravam maior clareza justamente sobre as dívidas do clube.

Em maio de 2013, documentos assinados pelo Dr. Valdir Rocha da Silva, advogado do clube do Canindé, comprovavam a transição das dívidas contraídas em nome de Manuel da Lupa, sua esposa e Luiz Iaúca, vice-presidente na ocasião, para a Associação Portuguesa de Deportos. Sendo assim, o mandatário estaria livre de qualquer problema relacionado aos empréstimos feitos com o banco português.

Na ocasião, a manobra realizada por Manuel da Lupa deixou os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho de Orientação Fiscal bastante irritados, já que, antes da revelação do documento, o presidente havia negado qualquer tipo de tentativa de empréstimo nominal para cobrir os gastos da Portuguesa. Além disso, não ficou claro se todo esse dinheiro foi realmente repassado para o clube do Canindé.

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Em maio de 2013, documentoscomprovavam a transição das dívidas contraídas em nome de da Lupa à Portuguesa
O que foi descoberto nesta sexta-feira, após as investigações do Ministério Público, é que Manuel da Lupa não tinha dinheiro para administrar a Portuguesa quando assumiu o cargo, e precisou recorrer ao Banif para ter uma linha de crédito aprovada. De acordo com os documentos apresentados no ano passado, os repasses, entre agosto de 2010 e março de 2012, chegaram ao montante de cerca de R$ 34 milhões.

Para garantir a confissão das dívidas com o documento apresentado à Justiça, a Portuguesa usou o imóvel do parque esportivo, avaliado em mais de R$ 90 milhões, e o direito de alguns jogadores de seu elenco. A manobra, no entanto, como foi revelado nesta sexta-feira, não foi exclusiva do clube do Canindé. As operações ilícitas do Banif foram realizadas com 15 empresas.

Ciente dos problemas acarretados pelo clube após as transações, o Conselho Deliberativo e o Conselho de Orientação Fiscal proibiram Manuel da Lupa de realizar qualquer tipo de empréstimo até o final de seu mandato. Sendo assim, o Ministério Público não descarta a possibilidade de ter ocorrido mais uma manobra do ex-presidente da Portuguesa para arrecadar fundos, o que pode ter culminado no rebaixamento no clube.

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Para garantir a confissão das dívidas, a Lusa usou o imóvel do parque esportivo, avaliado em mais de R$ 90 milhões,

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