Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Entre elogios e duras, João Schmidt valoriza primeiro jogo no ano

Tossiro Neto São Paulo (SP)

"Boa, João", gritou Muricy Ramalho, na manhã desta quarta-feira, durante jogo-treino no CT da Barra Funda. João é João Schmidt, volante de 20 anos que é xodó do presidente Juvenal Juvêncio, mas que, depois de subir das divisões de base com a promessa de grande talento, nunca recebeu oportunidades em sequência com nenhum treinador. No domingo, entre elogios e duras, ele vai a campo pela primeira vez no ano.

"Vai ser um jogo muito importante não só para mim, como para outros que não estão jogando", comemorou, em uma das primeiras entrevistas desde que promovido ao profissional, em 2012.

João Schmidt tem 15 partidas com a camisa tricolor. Na última, deu uma assistência de calcanhar para Welliton (centroavante que não teve seu contrato de empréstimo renovado) marcar o gol são-paulino na derrota por 2 a 1 para o Fluminense, em dezembro passado. Ao final do jogo no Morumbi, Muricy elogiou o garoto, mas espontaneamente apontou em público uma deficiência técnica sua.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Volante é xodó do presidente Juvenal Juvêncio, mas nunca teve sequência com nenhum treinador no time
"Ele sempre fala para mim que tenho um defeito, que é tocar a bola e buscar o jogo por trás, sempre armando. Ele quer que eu chegue mais na área, mais na frente. Hoje mesmo, ele me cobrou bastante", disse o volante, que, durante o jogo-treino desta quarta-feira, fez sinal positivo em retribuição ao incomum elogio recebido pelo treinador após um bom lance.

"Tenho ouvido e feito bastante (o que ele diz). Às vezes, ainda me dá umas duras, mas sei que é para o meu bem. Tento melhorar a cada dia", sorriu o prata da casa, cuja inspiração na posição é Andrea Pirlo, meio-campista da Juventus e campeão mundial pela seleção italiana, na Copa de 2006, disputada na Alemanha. "Sempre gostei muito do futebol dele. Para mim, um dos melhores volantes que vi jogar".

Catorze anos mais novo do que o ídolo europeu, João Schmidt sabe que ainda tem muito a provar, diferentemente de alguns dos jogadores que serão poupados diante do Botafogo. O jogo em Ribeirão Preto serve justamente para voltar a fazer isso, depois de três meses sem atuar.

"O grupo tem muitos jogadores da minha posição, e acho que é mais opção dos treinadores que passaram por aqui (de não me utilizarem). Vai chegar minha hora. Por isso, estou me preparando a cada dia. Talvez falte dinâmica ou mais ritmo de jogo, mas estou me preparando, porque uma hora vai chegar minha oportunidade", falou, esperançoso.

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