Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Kleina usa saída de bola e erro primário para explicar tempos distintos

William Correia Santos (SP)

Como seus jogadores, Gilson Kleina só aprovou o segundo tempo do Palmeiras, quando Alan Kardec, aos 43 minutos, marcou o único gol do time na derrota por 2 a 1 para o Santos. Na avaliação do técnico, os anfitriões balançaram as redes duas vezes antes do intervalo na Vila Belmiro pelo sucesso que tiveram ao pressionar a saída de bola do Verdão e também da falha do posicionamento de sua equipe.

“Tivemos um erro primário, uma linha passou à frente da outra. Isso não pode acontecer diante de um time que tem o drible. Eles colocaram quatro jogadores rápidos na frente”, comentou o treinador, ciente de que sua equipe, nos primeiros 45 minutos, fez o que o Peixe quis quando tentou chegar ao campo adversário.

“Tivemos muita dificuldade nos primeiros 15 minutos com a velocidade do Santos, sabíamos que eles marcariam em cima. Existiu uma preparação do Santos para esperar que a saída fosse pelo lado e pressionar. E não voltávamos a bola para o lado, forçávamos por dentro e eles a roubavam. Começamos a estourar”, constatou Kleina, vendo o Palmeiras desfigurado pelo que ocorreu em campo.

“Não temos uma equipe com ligação direta. Costumamos trabalhar com bola no chão, tanto que colocamos armação e velocidade, mas a bola teve dificuldades para chegar e perdemos as ações criativas e ofensivas”, lamentou. “Nossa lentidão deu a condição para o adversário crescer. Tomamos um gol de bola parada, e, na hora em que estávamos equilibrando, tomamos um contra-ataque.”

Djalma Vassão/Gazeta Press
Kleina teve trabalho para ajustar o time e controlar a atuação envolvente do Santos no primeiro tempo
O primeiro gol santista saiu em escanteio que ocorreu graças a uma bola perdida por Bruno César na frente. O segundo teve passe de Geuvânio para Thiago Ribeiro em jogada na qual Marcelo Oliveira, Eguren, Tiago Alves e Lúcio foram incapazes de interromper a conclusão do contra-ataque nas redes do goleiro Bruno.

O Verdão voltou do intervalo com o volante Bruninho no meio-campo, Marcelo Oliveira deslocado para a zaga e o zagueiro Tiago Alves na lateral. Assim, enfim, teve criação ofensiva e o goleiro Aranha começou a trabalhar. Os 50 minutos finais do clássico, contudo, foram insuficientes para tirar a vitória dos donos da casa.

“Quando a bola ficou no chão, fizemos um grande segundo tempo, jogamos no campo do Santos, o que é difícil, pelos lados, e tivemos condições até de reverter o placar. Mas não foi suficiente. Fizemos um primeiro tempo muito abaixo e pagamos o preço por não termos feito dois tempo iguais”, afirmou Kleina.

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