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Na filosofia da produtividade, Brunoro promete "cenoura" por título

William Correia São Paulo (SP)

Neste domingo, o programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, exibirá entrevista exclusiva com José Carlos Brunoro sobre os contratos de produtividade adotados no Palmeiras. O diretor executivo avisa que mesmo a busca pela melhor campanha na primeira fase do Campeonato Paulista não é por prêmios maiores. O elenco ganhará dinheiro mesmo se for campeão.

“As premiações por jogo e parciais são menores. A grande cenoura está no final, em ser campeão. Temos conversado muito com o elenco que não adianta ser eliminado, se classificar e não conquistar nada, parar no meio do caminho. A premiação final é maior e interessante”, afirmou o dirigente na entrevista que será exibida na íntegra na edição do programa neste domingo.

A diretoria explica o contrato por produtividade citando a metodologia da cenoura na frente do cavalo. O alimento amarrado na cabeça do animal o motiva a continuar correndo para comê-la, da mesma forma que os jogadores continuam se empenhando por conquistas.

Nomes como Lúcio, Leandro, Diogo, Bruno César e Gilson Kleina aceitaram a ideia. “No futebol, não podemos dar só 10% do salário como fixo. A porcentagem vai de caso a caso, mas, geralmente, é de 70%, 80% do salário como fixo, em alguns casos, 60%, e o resto é por produtividade”, comentou Brunoro, explicando que, em relação aos jogadores, a filosofia não estimula o individualismo. Pelo contrário.

“A produtividade é só sobre número de partidas jogadas. Como não é por passe, gol ou coisas do tipo, a questão individual cai bastante, fica até mais forte a parte coletiva. Se o jogador estiver entrosado com o time e participa de ações conjuntas, tem mais chances de jogar. Se for individualista, dura só um jogo”, disse o diretor executivo.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Diretor executivo fala para os jogadores que não vale a pena premiar por classificação e não ser campeão
“O salário fixo é muito bom dentro do mercado e motivamos o jogador a conquistar mais pessoalmente. É bom porque ele sempre disputa para ser titular e poder almejar Seleção ou novos rumos, como uma venda futura ao exterior. No fundo, todos ganham. O elenco fica muito mais preparado e motivado para jogar”, prosseguiu.

Na visão de Brunoro, quem não aceita o contrato por produtividade tem mais a perder. “A camisa do Palmeiras é muito forte, e o mercado está falando muito bem do projeto, o aceite tem sido muito bom. Dentro da sua realidade, o Palmeiras paga em dia. Se alguém não vier para o Palmeiras por causa disso, paciência, é mercado. Mas pode ter uma perda muito grande porque o jogador não acredita no seu próprio taco”, declarou.

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