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No centenário, Valdivia mantém sina de problemas em jogos decisivos

William Correia São Paulo (SP)

No decisivo jogo que eliminou o Palmeiras do Campeonato Paulista, primeiro torneio do centenário do clube, a ausência de Valdivia entre os titulares não foi surpreendente. Por dores no tornozelo direito, o chileno participou só dos últimos 24 minutos da derrota para o Ituano, no Pacaembu. Algo comum para o meia que se tornou problema em quase todos os jogos decisivos do time desde sua volta ao clube, em agosto de 2010.

A única exceção em quase quatro anos dessa passagem do jogador mais caro do elenco ocorreu na Série B do Campeonato Brasileiro da temporada passada. O camisa 10 participou integralmente da partida que garantiu o acesso à elite nacional, no 0 a 0 com o São Caetano no Pacaembu, mas foi desfalque no compromisso que garantiu o título, em vitória como anfitrião sobre o Boa, por estar com a seleção chilena.

Não contar com Valdivia em duelos decisivos é tão comum que o confronto diante do Bragantino, pelas quartas de final do Paulista, na última quinta-feira, foi o seu primeiro válido por uma fase de mata-mata em quase dois anos.

Em 2013, o jogador ficou fora das três partidas que definiram o destino do time em torneios com playoffs. O meia não participou do empate com o Santos que tirou o Verdão do Paulista nos pênaltis, nas quartas de final, também não atuou na derrota para o Tijuana, nas oitavas de final da Libertadores, assim como dos dois jogos diante do Atlético-PR, na Copa do Brasil.

O desfalque nas duas primeiras partidas decisivas no ano foi polêmico. O camisa 10 treinava normalmente na semana do clássico na Vila Belmiro até a diretoria decidir não liberá-lo para defender sua seleção diante do Brasil. E o jogador, que sempre colocou o Chile como prioridade, disse ter voltado a sentir dores na coxa direita, embora exames mostrassem que a lesão estava cicatrizada. Pela Copa do Brasil, o veto foi por um edema na mesma coxa direita.

No empate com o Flamengo que selou o rebaixamento no Brasileiro de 2012, foi por um problema no joelho esquerdo que Valdivia não esteve em campo. Pelo mesmo motivo, também não foi usado na derrota para o Millonarios que excluiu o Verdão da Copa Sul-americana de 2012, nas oitavas de final.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Por dores no tornozelo direito, o jogador mais caro do elenco só atuou em 24 minutos na derrota para o Ituano
Mesmo na conquista do título da Copa do Brasil de 2012, o Mago foi desfalque. O meia abriu a vitória por 2 a 0 contra o Coritiba no jogo de ida da final cobrando pênalti na Arena Barueri, mas foi expulso no início do segundo tempo e, na partida de volta, no Paraná, cumpriu suspensão.

Antes da semifinal contra o Ituano em 2014, o último duelo decisivo do Palmeiras com Valdivia em campo também teve curtíssima atuação do chileno. Voltando de lesão na coxa esquerda, o camisa 10 começou no banco e participou de pouco mais de meia hora da derrota por 3 a 2 para o Guarani que tirou a equipe do Paulista de 2012 nas quartas de final.

Na última rodada do Brasileiro de 2011, o jogador mais caro do elenco foi titular, mas acabou expulso no começo do segundo tempo por agredir Jorge Henrique no empate sem gols que deu ao Corinthians o título do torneio. Naquele ano, ele também ficou fora da eliminação na Sul-americana diante do Vasco por estar a serviço da seleção chilena.

Um clássico contra o Corinthians já tinha gerado problema ao meia em 2011. Logo após um chute no vazio, Valdivia machucou a coxa esquerda e saiu no começo da semifinal do Paulista que terminou com classificação alvinegra nos pênaltis. A mesma lesão o impediu de enfrentar o Coritiba, que chegou a aplicar 6 a 0 no jogo de ida para eliminar o Verdão nas quartas de final da Copa do Brasil daquela temporada.

Em 2010, ano de sua volta, o chileno teve uma fibrose na coxa esquerda e, por isso, não participou tanto da reta final do Brasileiro quanto da derrota para o Goiás que excluiu o Palmeiras da Sul-americana de 2010 nas semifinais. Era o início de uma contestável passagem do jogador que chegou há três anos graças a uma transação que custará ao Palmeiras, no total, cerca de R$ 30 milhões a serem pagos até 2016, ano seguinte ao fim do seu contrato.

Suas constantes ausências fazem falta ao time, como os próprios jogadores apontam. “Quando nossa equipe joga com o Valdivia, é diferente. Independentemente de quem entra no lugar dele, jogamos diferente. O time sentiu um pouco isso”, disse o atacante Leandro depois da derrota para o Ituano.

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