Futebol/Copa do Brasil - ( )

Para se reerguer, Palmeiras tenta entender que "mundo não acabou"

William Correia São Paulo (SP)

No treino da tarde desta segunda-feira, na Academia de Futebol, o Palmeiras começa a encarar a realidade de que, enquanto Santos e Ituano disputam a final do Paulista, o time enfrenta o Vilhena na quarta-feira, pela Copa do Brasil, e só terá compromisso pelo Brasileiro, no dia 20. Mais do que isso, o elenco precisa mostrar que superou a frustrante eliminação na semifinal do Estadual.

Na saída do Pacaembu após a derrota para o Ituano, os jogadores ainda mostravam que assimilavam o resultado. Os relatos foram de que pouco se conversou nos vestiários, em clima triste no qual o discurso de apoio do presidente Paulo Nobre foram as raras palavras ditas aos atletas. Muitos foram confortados por familiares ao deixarem o estádio.

“Estão todos tristes, não é fácil. Mas o mundo não pode acabar, e não acabou. Vamos dar continuidade. A equipe tem ótimos jogadores, não se pode duvidar disso porque, senão, nem chegaríamos à semifinal. O Palmeiras é grande, merece tudo de bom. Vamos lutar para que tudo aconteça”, disse Wesley.

A reação de irritação mais sincera foi de Bruno, indignado ao ver que o elogiado elenco precisou que Valdivia jogasse machucado para se sentir mais firme na briga pela final. “A atitude tem que ser nossa, não de ninguém de fora. Os jogadores precisam assumir a responsabilidade para mudar isso aí. Pode vir o Dalai Lama falar com a gente que não vai adiantar nada. Se não partir da gente, nada vai mudar”, avisou o substituto de Fernando Prass.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Considerado um dos líderes do elenco, Wesley reforça que o ano não acabou com a eliminação no Paulista
O goleiro titular tentou escolher melhor as palavras. “Um jogo não apaga, mas suja um pouquinho a imagem. Não é fácil assimilar uma eliminação assim e ele vai trazer a pressão de volta. Precisamos de tranquilidade e calma para analisar da maneira certa, sem botar nada para debaixo do tapete nem fazer caça às bruxas”, solicitou o capitão, um dos pilares no trabalho de motivar o elenco.

“É a hora de os experientes abraçarem os jovens jogadores. É difícil colocar a cabeça no travesseiro e dormir, incomoda. Fica uma pontinha de sentimento de que poderíamos fazer algo mais, mas é hora de botar a cabeça no lugar, a derrota já aconteceu, faz parte do passado. Vem a cobrança e quem está aqui precisa de personalidade. A caminhada não para por aqui”, decretou Alan Kardec.

“Foi o vestiário mais triste que vivi no Palmeiras. Nossa equipe estava com cara de campeã e mostrou isso. Infelizmente, não deu certo, mas é ter paciência e trabalhar. Não dá para remoer muito, já temos que virar a chave porque o que nos restou foi a Copa do Brasil. Temos que assimilar o golpe e tentar nos classificar na quarta-feira para amenizar essa perda”, indicou Tiago Alves , pensando no confronto diante do Vilhena, pela Copa do Brasil, na qual o time só será eliminado se perder no Pacaembu.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade