Futebol/Copa do Mundo 2014 - ( - Atualizado )

Ronaldo quer que retorno de investimentos na Copa seja considerado

São Paulo (SP)

Membro do Comitê Organizador Local (COL), o ex-jogador Ronaldo publicou um artigo na edição desta terça-feira do jornal Folha de S.Paulo. Em tom otimista, o Fenômeno apresentou números para defender a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil e classificou como “injusto” o excesso de críticas em relação ao dinheiro gasto no evento.

“Acho injusto que os investimentos feitos para a Copa não sejam colocados lado a lado dos números do retorno que o evento trará ao nosso país e às 12 sedes. Fora valores incalculáveis como o retorno de mídia espontânea gerado por um evento assistido por metade da população mundial”, disse Ronaldo.

Para embasar sua postura, o dirigente contrapôs os investimentos feitos na saúde e na educação às cifras destinadas à organização do Mundial. “Saúde e educação são áreas prioritárias: basta comparar os R$ 758 bilhões investidos nelas desde 2007, quando o Brasil comemorou a sua escolha como país-sede, com o investimento total de R$ 8 bilhões nos estádios. E é assim que deve ser”.

AFP
Ronaldo também comentou declaração dada em 2011, quando disse que Copa se fazia com estádios, e não hospitais: "A Copa se faz com estádios, sim. E sem escolas e hospitais, não se faz um país"
A despeito das críticas feitas pelo uso de dinheiro público, destinado prioritariamente para a construção dos estádios, o ex-jogador esclareceu que R$ 3,9 bilhões do investimento feito nas arenas estão sendo financiados pelo BNDES.

“Vamos imaginar que o país seja uma família e a sua renda mensal o Orçamento da União em 2014. Essa família tem uma renda mensal de R$ 2.480. Desse orçamento, R$ 188 vão para a saúde e educação dos filhos. Essa mesma família, nos últimos sete anos, sem qualquer prejuízo ao orçamento mensal, tirou R$ 3,90 da 'poupança' e investiu num negócio, que vai gerar empregos e pagar impostos”, declarou.

Citando “uma das maiores festas de Réveillon do mundo e o Carnaval”, o Fenômeno disse não ter dúvidas de que o Brasil tem competência para sediar “uma grande Copa do Mundo”.

“Não colocar os investimentos que a Copa está trazendo e acelerando em perspectiva é uma tremenda bola fora. Para mim, deixar de viver a maior festa do futebol na nossa casa também”, completou.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade