Futebol/Copa 2014 - ( )

Sanchez chama candidato à presidência do São Paulo de racista

São Paulo (SP)

Andrés Sanchez ficou bastante irritado ao assistir a uma reportagem com Carlos Miguel Aidar, candidato da situação à presidência do São Paulo, durante a sua participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta. Ex-presidente do Corinthians e responsável por gerir a construção da arena do clube em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, ele ainda não aceitou as críticas do rival à sede da abertura da Copa do Mundo deste ano.

“O Aidar é um preconceituoso. É uma vergonha falar o que ele falou, querendo fazer um apartheid. Ele ofendeu a Zona Leste como um todo e o Corinthians. É um absurdo, um cara que ganha cheque de tudo o que é lugar, que foi presidente da OAB... Foi um irresponsável. Há muitos preconceituosos no Brasil, mas declarados, como ele, é difícil encontrar. Ele é racista”, atacou Sanchez.

Em entrevista à ESPN, Carlos Miguel Aidar declarou que o futuro estádio corintiano está “cheio de problemas” e pertence à construtora Odebrecht, e não ao clube rival do São Paulo. O que mais enervou Andrés Sanchez, contudo, foi ouvir que Itaquera “é outro mundo, outro país”. Ele chegou a desabafar diretamente contra o são-paulino em um encontro em um restaurante, conforme contou à TV Gazeta.

Sanchez foi além e colocou em questão mais de uma vez o fato de o escritório de advocacia de Aidar prestar serviços à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). E adotou um tom de ironia ao comentar a disputa eleitoral do situacionista com Kalil Rocha Abdalla pela presidência do São Paulo. “Como corintiano, estou torcendo para que ele (Aidar) ganhe”, zombou.

Divulgação/Agência Corinthians
Ex-presidente Andrés Sanchez é o encarregado de gerenciar a construção da arena (foto: Daniel Augusto Jr.)
Antes de citar o nome de Carlos Miguel Aidar, Andrés Sanchez já havia rebatido o comentário de que o estádio de Itaquera não pertencerá ao Corinthians. “Pelo amor de Deus, a coisa foi muito bem feita. Podemos pagar a arena em sei ou sete anos se quisermos – temos receita para isso –, mas existe um prazo de 12 anos. Quem comanda o estádio é o Corinthians. A diferença é que o dinheiro arrecadado vai para o fundo. Por exemplo: sobrando R$ 100, R$ 50 são para amortizar a dívida e R$ 50 ficam com o clube. Isso é para esses babacas pararem de falar que o estádio não é do Corinthians”, esbravejou, fazendo um paralelo com o financiamento de um automóvel. “É a mesma coisa. O carro é seu.”

Sanchez comemorou recentemente a liberação de 65% (R$ 260 milhões) do empréstimo de R$ 400 milhões feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à arena de Itaquera. Sua missão agora é encontrar parceiros para custear de R$ 45 milhões a R$ 50 milhões (antes, ele falava em R$ 60 milhões) das estruturas provisórias para receber a Copa do Mundo. “Estamos buscando, e a própria Fifa vem nos ajudando bastante nisso. Quem tem que cuidar é o Corinthians mesmo. Não arranjamos ainda, mas estamos fechando”, garantiu o ex-mandatário, que abordará o assunto na reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians desta segunda-feira.

Segundo Sanchez, as preocupações financeiras começarão a acabar quando o estádio estiver em funcionamento e em poder do Corinthians. Ele pretende arrecadar de R$ 5 a R$ 8 milhões por jogo ao vender ingressos por um custo médio de R$ 100 a R$ 130. “A variação é de R$ 30 a R$ 1.500. O que vai mudar é o serviço oferecido”, afirmou, projetando o valor mais barato para o setor das arquibancadas provisórias, que se tornariam permanentes. O local destinado às torcidas organizadas, que não terá assentos, contará com bilhetes de R$ 40.

“Não tem padrão Fifa b... nenhuma no nosso estádio. Aqui é padrão Corinthians. Padrão de time pobre, humilde. É uma arena para nós, loucos, e para a cidade ter mais um lugar para a realização de eventos”, concluiu Andrés Sanchez, que ainda teve tempo para lastimar a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, vítima de uma queda ao trabalhar na instalação da arquibancada provisória do setor sul do estádio, no sábado.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade