Futebol/Bastidores - ( )

Sem família e pagode, Lucas admite dificuldade de adaptação em Paris

Bruno Oliveira, especial para a GE.NET São Paulo (SP)

Contratado pelo Paris Saint-Germain por 40 milhões de euros (aproximadamente R$130,1 milhões) em dezembro de 2012, Lucas deixou o São Paulo ainda jovem, aos 20 anos. Pouco mais de um ano após trocar de time, o meia-atacante ainda não conseguiu se firmar como destaque da equipe parisiense. E, em entrevista concedida por telefone, o atleta reconheceu dificuldade em se adaptar ao país europeu e citou típicos traços culturais brasileiros como exemplo.

“Encontrei algumas dificuldades em campo, mas as principais foram fora. Sou uma pessoa família, que sempre teve os amigos próximos. Sinto muita saudade de tudo isso, além dos churrascos e pagode aos finais de semana. Aqui a cultura é diferente. São muitos estrangeiros no elenco, não temos o hábito de orar antes dos jogos. Não há a mesma união e alegria que existe no Brasil. Entretanto, sei que isso faz parte da vida de um jogador e já estou bem mais acostumado”, afirmou.

No PSG, Lucas tem os brasileiros Thiago Silva, Maxwell, Alex, Marquinhos e Thiago Motta (naturalizado italiano) como compatriotas. Comandado pelo treinador francês Laurent Blanc, o clube parisiense conta com jogadores de sete países em seu elenco: França (14), Brasil (seis), Itália (dois), Argentina (dois), Uruguai (um), Suécia (um) e Mali (um). O centroavante sueco Zlatan Ibrahimovic é o principal destaque individual.

AFP
Presente em 39 partidas do Paris Saint-Germain nesta temporada, Lucas foi titular em 24 delas

Além das dificuldades extra-campo, o meia-atacante não tem apresentado dentro das quatro linhas o mesmo desempenho que teve no São Paulo, entre 2010 e 2012. Com a saída do treinador Carlo Ancelotti para o Real Madrid e chegada de Laurent Blanc, em junho de 2013, Lucas passou a oscilar  e perdeu espaço entre os titulares, figurando entre os reservas em 17 duelos nesta temporada. Recentemente, recuperou posição e apareceu na escalação inicial nos últimos quatro jogos.

“Aqui é um futebol muito mais tático. Tenho que ficar muito mais preso no lado direito, ajudar na marcação. No São Paulo, eu podia rodar o ataque inteiro. Aqui tento obedecer às ordens, mas sem perder as características que me trouxeram aqui. Hoje estou mais bem preparado. O que falta é marcar mais gols, pois tenho feito boas jogadas e dado assistências. Logo os gols começarão a sair”, encerrou o atleta, que marcou três gols em 54 partidas pelo PSG.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade