Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Treinador do Ronaldinho no auge, Parreira lamenta queda do atleta

Belo Horizonte (MG)

Eleito melhor jogador do planeta em 2004 e 2005, Ronaldinho Gaúcho jamais conseguiu apresentar o mesmo desempenho que teve naqueles dois anos na sequência de sua carreira. Treinador da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2006, Carlos Alberto Parreira lamentou a brusca queda de rendimento do atleta, que jamais disputou outro evento deste porte após a edição realizada na Alemanha.

“Ninguém discute a qualidade do Ronaldinho, um dos maiores jogadores que eu vi atuar na minha vida. Nossa, a fase dele anterior a Copa de 2006, jogando pelo Barcelona, foi uma coisa fantástica, de você ficar encantado, com as coisas que ele fez. De repente, a situação mudou bruscamente, o que não o favoreceu o no aspecto de ser novamente convocado”, afirmou o atual coordenador técnico do Brasil em entrevista ao jornal Zero Hora.

Aos 34 anos, Ronaldinho disputou duas edições da Copa do Mundo: 2002 e 2006. Na primeira delas, na Coreia do Sul e do Japão, o meio-campista era coadjuvante de Ronaldo e Rivaldo, que já haviam sido destaque no vice-campeonato de 1998. Entretanto, o atleta foi decisivo na vitória de virada por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final, onde marcou belo gol de falta e ainda deu assistência para Rivaldo.

Em 2006, já como protagonista, o atleta gaúcho teve desempenho decepcionante. Na derrota por 1 a 0 diante da França, nas oitavas de final, Ronaldinho teve péssima atuação e viu o experiente Zinedine Zidane, então com 34 anos, conduzir sua seleção rumo à fase seguinte. Desde então, deixou de ser presença fixa nas convocações nacionais, sendo a última delas em abril de 2013, contra o Chile.

“Não é que ele tenha perdido o foco, mas de certo modo ele não conduziu a carreira esportiva dele da maneira que você exige para a Seleção, com dedicação plena e total. O Ronaldinho, não sei, como vou analisar o comportamento de um ser humano que eu não conheço na intimidade?”, encerrou o ex-treinador.

Divulgação/Bruno Cantini/Atlético-MG
Depois de deixar Barcelona, em 2008, Ronaldinho passou Milan, Flamengo e Atlético-MG

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