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Três anos após retorno, Luis Fabiano ainda tenta ser herói tricolor

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Cerca de 45 mil pessoas foram ao Morumbi, em 29 de março de 2011, para saudar a volta de Luis Fabiano do futebol europeu, convictas de que o atacante chegava para ser protagonista e ajudar o São Paulo a retomar o caminho vitorioso. Três anos mais tarde, após outra chance de título ficar pelo caminho, o próprio jogador reconhece que, nesse aspecto, ainda não alcançou o êxito esperado.

Luis Fabiano foi o artilheiro do time em 2012 e 2013 e está à frente neste quesito também em 2014, com início de temporada talvez mais promissor de todos. Mesmo assim, ainda é perseguido pelo estigma de se ausentar em confrontos decisivos. Na última quarta-feira, diante do Penapolense, ao menos converteu sua cobrança na disputa de pênaltis que eliminou o São Paulo. Mas, para alguns, poderia ter evitado a queda se tivesse balançado a rede adversária durante o tempo regulamentar.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Com Rogério Ceni como convidado, diretoria fez recepção de gala para o atacante, em março de 2011, quando milhares de torcedores foram saudá-lo
"Minha história no São Paulo sempre foi essa, de amor e ódio. De um dia para o outro, você vai de herói a vilão. Sei lidar com isso e, até que não chegue o próximo jogo, vou ser o criticado do momento. Amanhã ou depois, faço um gol, ganho um jogo e tudo muda", diz.

A temporada atual, até aqui, apresenta-se como a mais promissora para Luis Fabiano confirmar a expectativa nele depositada em 2011, quando voltou ao clube após dez anos. O centroavante tem nove gols (quase a metade dos 22 marcados em 2013) e só ficou fora de dois compromissos - um por ter sido poupado, outro por estar suspenso. Situação bem diferente das que viveu nas primeiras campanhas desde seu retorno.

Em 2012, o goleador ficou fora da semifinal paulista, por ter recebido o terceiro cartão amarelo, e viu de fora a eliminação são-paulina frente ao Santos. No final do ano, um cartão vermelho o tirou da decisão da Copa Sul-americana, conquistada com vitória sobre o Tigre-ARG. Já em 2013, lesões e suspensões também foram motivos para que ele perdesse muitos jogos, inclusive na almejada Libertadores. Além disso, perdeu um pênalti na queda para o Corinthians, na semifinal do Estadual.

Seu retrospecto oscilante o tornou o principal alvo de críticas da maior torcida organizada do São Paulo, a qual só voltou a gritar "Luis Fabiano" na atual temporada. As pazes, porém, não significam muito para ele neste momento, em que o time coleciona mais uma eliminação em mata-mata, menos de quatro meses depois de ter caído na Sul-americana de 2013, para a Ponte Preta.

"Torcedor não se acostuma com fracasso, cobra muito para ver seu time vencendo. Infelizmente, às vezes, não temos condição de dar aquilo que o torcedor espera. Existe uma cobrança muito grande. Ele quer um desempenho melhor, e nós não conseguimos dar aquilo que esperavam", lamentou o camisa 9, que está a dois gols de igualar Teixerinha como o terceiro maior artilheiro do clube.

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