Futebol/Copa do Brasil - ( - Atualizado )

A uma semana de eleição, Ceni veste cor de chapa da situação

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A exemplo do que ocorreu às vésperas de eleições presidenciais anteriores no São Paulo, Rogério Ceni usará nesta quarta-feira (dia da partida contra o CSA, a última da gestão de Juvenal Juvêncio), exatamente uma semana antes da disputa que definirá o novo mandatário do clube, uma camisa amarela, cor que tradicionalmente batiza a chapa de situação.

A primeira vez que o goleiro, capitão e ídolo da torcida ganhou um uniforme de coloração que fazia referência implícita à política do clube foi há dez anos. Na ocasião, Marcelo Portugal Gouvêa, do grupo de Juvenal (à época diretor de futebol), tentava se reeleger. O mesmo se fez antes dos dois pleitos seguintes, quando Juvenal já era o candidato.

Em 14 de março, dois dias antes do lançamento da coleção 2014 de uniformes do time, a Penalty disse à GE.net que as cores utilizadas na temporada passada pelo jogador (preto, bordô e azul claro) seriam mudadas. Ao contrário do que havia informado a fornecedora de material esportivo, porém, o preto foi (o único tom) mantido. Os outros seriam cinza e amarelo.

Cor de novas camisas de Ceni cria expectativa às vésperas de eleição

Também naquela oportunidade, Julio Casares, vice-presidente de marketing do clube, falou à reportagem que as peças não teriam qualquer conotação política. Menos de um mês depois, a uma semana da eleição presidencial, Ceni estreará a terceira cor diferente de camisa, justamente amarela.

No próximo dia 16, os conselheiros são-paulinos elegerão o novo presidente do clube. Carlos Miguel Aidar, pela situação (que fez a maioria de novos nome na eleição do Conselho Deliberativo, no sábado), concorre com o oposicionista Kalil Rocha Abdalla, da chapa vermelha. Na quinta-feira da semana passada, ao ser questionado qual sua preferência, Ceni, que é sócio são-paulino, se disse neutro, mas comentou que via em vantagem o grupo que está no poder.

"Há sempre uma vantagem para quem tem a gerência do clube. Pelo prestígio do Juvenal, acho que leva uma grande vantagem, mas respeito a todos. Tem gente muito boa dos dois lados. E algumas não tão boas, mas faz parte da vida", afirmou.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Goleiro e capitão são-paulino vestiu camisa amarela, cor que tradicionalmente batiza a chapa de situação no clube
O apoio do principal ídolo da torcida na atualidade é alvo de disputa dos dois lados. Membros da diretoria atacaram com o argumento de que Kalil Rocha Abdalla conta com apoio do ex-presidente Paulo Amaral, responsável por ter afastado o jogador em 2001. A oposição responde que o último dirigente a se envolver em atrito público com Ceni foi Adalberto Baptista, ex-diretor de futebol e braço direito de Juvenal.

Nas eleições a serem realizadas na próxima quarta-feira, o capitão conhecerá seu sétimo presidente diferente. Além de Juvenal, que está no poder há oito anos, Ceni teve os seguintes mandatários desde 1990: José Eduardo Mesquita Pimenta (até 1994), Fernando Casal de Rey (1994 a 1998), José Augusto Bastos Neto (1998 a 2000), Paulo Amaral (2000 a 2002), Marcelo Portugal Gouvêa (2002 a 2006).

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