Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Aidar diz ter vergonha de Kalil e o compara ao Tigre: "Fugiu"

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O primeiro discurso de Carlos Miguel Aidar como presidente do São Paulo foi de crítica a Kalil Rocha Abdalla, que retirou sua candidatura pouco antes da eleição. No púlpito do salão nobre do Morumbi, diante dos conselheiros presentes, o sucessor de Juvenal Juvêncio não poupou o ex-adversário.

"Desculpem o que vou falar, mas não aceito, de modo nenhum, que se brinque com o São Paulo, que se fique 14 meses fazendo campanha e depois não se compareça ao segundo turno. Fugir de campo, fica bom para o Vélez (Sarsfield), para o Tigre, que é argentino também. Não fica bem para nós aqui dentro. Isso não tem a nossa cara, não tem nosso perfil, nosso DNA. Que vergonha, que vergonha", falou.

A comparação com o Tigre faz referência ao título da Copa Sul-americana de 2012, ocasião em que o time argentino não voltou a campo para o segundo tempo da final, depois de o São Paulo ter aberto vantagem de 2 a 0 no placar. A justificativa do rival foi de que seus jogadores haviam sido agredidos por seguranças do clube brasileiro no vestiário do Morumbi.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
No púlpito, recém-empossado presidente do clube, Carlos Miguel Aidar fez críticas duras a Kalil Rocha Abdalla
A justificativa de Kalil para não comparecer ao dito segundo turno - o primeiro seria a eleição dos 80 novos conselheiros, em 5 de abril - foi de que não aceitava a imposição da diretoria de votar no mesmo dia o projeto de reforma do Morumbi. Ele aceitou de antemão a derrota para o candidato de Juvenal Juvêncio como forma de impedir que houvesse quórum de 75% do Conselho, o mínimo necessário, segundo o estatuto, para que o tema fosse à votação.

"Era o único momento, em nosso sentir, capaz de reunir um quórum de 75% conselheiros. Até mesmo para rejeição do projeto. Ninguém estava querendo enfiar goela abaixo de ninguém o projeto eleitoral, chamado de eleitoral, mas que é o grande projeto de modernização do Morumbi", defendeu Aidar, no mesmo discurso em que questionou a carta aberta entregue pelo líder da oposição.

"Essa carta diz que queríamos aproveitar a lista de presença em uma única reunião. É verdade, é verdade. Queríamos, sim. Porque era o único momento de se encontrar o quórum necessário", disse. Ela fala ainda em 'novo golpe engendrado pelas mesmas pessoas que, há três anos, promoveram a alteração do estatuto'. Terceiro mandato que esse cidadão assumiu hoje na Santa Casa", rebateu, referindo-se à segunda reeleição de Kalil como provedor da Santa Casa de Misericórdia.

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