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Após protestos da torcida, Palmeiras joga "só por si e pela família"

William Correia São Paulo (SP)

A Mancha Alviverde, principal organizada do Palmeiras, protestou e abusou da ironia em cantos contra o time após a eliminação na semifinal do Campeonato Paulista, diante do ano. Ficou clara a influência no abatimento que já existia nos jogadores durante a fraca atuação que rendeu a vitória sobre o Vilhena. E Bruno César, autor dos gols, adotou discurso de jogar sem pensar no que é dito nas arquibancadas.

“Não teve tanto apoio da torcida, mas jogamos para nós, as nossas famílias, os familiares que estão no estádio ou assistindo pela televisão”, falou o meia, visivelmente incomodado com o que ouviu. “No domingo, estavam quase 30 mil pessoas. Contra o Vilhena, nem sei quantos tinham. Ficamos acostumados com estádio cheio, mas sabíamos que a torcida não ia comparecer, como não compareceu.”

No intervalo, os protestos já tinham revoltado Leandro. “Para a torcida, um 0 a 0, mesmo classificado, não satisfaz. Mas, para nós, o que importa é classificar, independentemente do resultado”, afirmou o atacante, quando o jogo ainda estava empatada sem gol, resultado que levava o Verdão para a segunda fase da Copa do Brasil.

Apesar dos cânticos de reprovação da Mancha, quem não estava no setor da organizada chegou a aplaudir o time. “A torcida veio, protestaram, mas teve quem nos apoiou. Isso é legal”, destacou Gilson Kleina. “Sabemos que eles cobram. Se nós estamos sentindo, imagina eles, que nos apoiaram. Posso dizer a eles que esse grupo está muito sentido, tanto que todos falam dessa eliminação até hoje. Se fosse um grupo sem comprometimento, viria aqui diferente”, prosseguiu o técnico.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Autor dos gols da vitória, Bruno César se incomodou com cânticos irônicos da Mancha Alviverde no Pacaembu
É na força interna que Bruno César se apega para superar os protestos. “Estávamos sem a confiança do torcedor, mas vale a confiança do time, que o Kleina passou. Vencemos bem e temos que dar continuidade ao trabalho”, indicou o meia, pedindo, ao menos, mais compreensão.

“Todo jogo tem dificuldade, contra Ituano, Vilhena, Flamengo, Fluminense. É normal, dificuldade sempre vai existir. E jogamos sem seis titulares, sem entrosamento, treinamos só uma vez. É correr, dar o máximo e, quando a bola não está para entrar, é difícil. O torcedor tem que entender que não estamos lá para perder, corremos para nos classificar”, discursou.

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