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Atento à política, Muricy se arma contra outra retranca em casa

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A eliminação precoce do São Paulo no mata-mata estadual voltou quase todas as atenções da torcida para a eleição no clube. No sábado, 80 novos conselheiros serão eleitos pelos associados para, em 16 de abril, definir o substituto de Juvenal Juvêncio na presidência. Jogadores e o técnico Muricy Ramalho tentam manter foco exclusivo no CT da Barra Funda. Mas não sem se informar.

"Não estamos nem sentindo o que acontece na política do clube. Isso é feito no Morumbi, a gente não tem que se meter. A gente faz nosso trabalho, e não existe nenhuma influência. Não se traz para cá, e não misturar é bom. A gente só está atento ao que está acontecendo", diz o treinador, que começou nesta semana a armar sua equipe para o duelo decisivo da primeira fase da Copa do Brasil, contra o CSA, no dia 9, dentro de casa.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Treinador tenta se inteirar não somente sobre rivais de seu time, mas também ao que ocorre no clube
Embora o time alagoano, derrotado por 1 a 0 no jogo de ida, dependa de vitória para não ser eliminado no Morumbi, elenco e comissão técnica tricolores acreditam que o adversário montará uma retranca na quarta-feira que vem, a exemplo do que fez o Penapolense para segurar empate sem gol, na semana passada, e eliminar o São Paulo do Campeonato Paulista nos pênaltis.

"A proposta das equipes menores é sempre essa, de marcar muito e apostar em jogadores de velocidade na frente, tentando achar um gol... Muitas vezes, elas têm sucesso. Muitas vezes, a gente consegue um gol no início e abre a porteira. O CSA precisa da vitória, mas também não vai se abrir, porque sabe que o São Paulo é uma equipe muito qualificada. Vão jogar no contra-ataque. Temos que ficar atentos para não ter dar explicações de novo", receitou Souza.

O volante será uma das novidades na escalação. Desfalque nas últimas três partidas por conta de lesão no joelho direito, ele retomará a posição que vinha sendo ocupada momentaneamente por Wellington. O atacante Alexandre Pato, que não podia atuar no campeonato estadual, também está confirmado entre os titulares, na manutenção do esquema tático 4-2-3-1 que garantiu o triunfo no primeiro jogo, com gol de Osvaldo.

A classificação para a próxima fase do torneio nacional mata-mata é obviamente prioridade. Isso não impede, no entanto, que Muricy procure se inteirar sobre a política e seu futuro presidente. O técnico se diz amigo de Juvenal e é constantemente elogiado por Carlos Miguel Aidar, ex-presidente e atual candidato da situação. Ao mesmo tempo, é muito próximo de Marco Aurélio Cunha, que será vice-presidente de futebol em caso de vitória do oposicionista Kalil Rocha Abdalla.

Quando desempregado, no ano passado, ele disse a membros da oposição que aceitaria voltar ao clube após a eleição deste ano. Mas um convite às pressas da atual gestão, preocupada em salvar o time do rebaixamento à segunda divisão do Campeonato Brasileiro, convenceu o treinador a antecipar a ideia. Porém, por meses, repetidamente frisou que só o fez por instituição e torcida e questionou os rumos tomados nos últimos anos pelos dirigentes no futebol são-paulino.

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