Futebol/Campeonato Brasileiro - ( )

Banho de gelo ajuda Pato após treinos mais puxados da carreira

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Habituado por anos a uma rotina mais leve de treinos no futebol europeu, Alexandre Pato tem sofrido com a rotina de trabalhos físicos no São Paulo. Quase sempre, segundo ele, é preciso um banho de gelo depois de sair exausto de campo.

"Os trabalhos são contínuos, exigem bastante da parte física, coisas que eu não vinha encontrando (em outros clubes). Aqui, quando acaba o treino, eu estou muito cansado. Fico no gelo por meia hora. Isso tem me ajudado para que eu me sinta menos cansado para ajudar os companheiros na hora da marcação também", diz o jogador.

O CT da Barra Funda tem duas banheiras grandes, em que cabem até quatro pessoas, e tambores individuais de 200 litros. Neles, sob supervisão do fisiologista Rogério Neves ou dos preparadores físicos, os atletas são submetidos à crioterapia, técnica em que se aplicam baixas temperaturas para diminuir o calibre dos vasos sanguíneos e produzir efeito anti-inflamatório no corpo.

SPFC - Site Oficial
Técnica é utilizada há bastante tempo pelo clube; na foto, de 2011, o zagueiro Renato Silva e o lateral Juan
No caso de Pato, especificamente, mais do que tratar ou prevenir lesões, a imersão no gelo serve como relaxamento muscular. Em dois meses de clube (completados na sexta-feira), ele disputou apenas duas partidas e teve poucas folgas. Nos dias restantes, foi submetido principalmente a treinos físicos até mais puxados do que aqueles impostas ao restante do elenco. Além disso, nas atividades com bola, recebeu ordens defensivas.

"Tenho que melhorar muito ainda a parte da marcação", reconhece. "Na Europa, eu tinha que marcar também, mas de um modo diferente. Aqui, tem que acompanhar o volante ou o lateral até o final. Mas o Muricy (Ramalho, treinador) tem me ajudado bastante. Estou muito feliz de ter um treinador que me ajuda bastante nos treinamentos. Vou fazer aquilo que ele pedir".

"Estou em uma fase de aprendizado ainda. Quem vê de fora, sabe o que é melhor para mim e para o grupo. Sempre vou aceitar isso. Ele olhou, viu que eu jogaria em outra posição que seria melhor para todos. Conversei com ele e disse que a gente pode tentar, que eu vou me esforçar, e ele tem me auxiliado bastante", acrescentou Pato, integrante de um quarteto que tem ainda Paulo Henrique Ganso, Osvaldo e Luis Fabiano - e é, portanto, muito mais ofensivo do que defensivo.

O próximo compromisso do ex-corintiano e companhia na temporada está marcado para o dia 20, domingo que vem, frente ao Botafogo, em jogo váldo pela primeira rodada no Campeonato Brasileiro, no Morumbi. Até lá, ele ainda deverá usar as banheiras de gelo do CT novamente e provavelmente será alertado e treinado mais vezes para acompanhar volantes e laterais adversários.

"Todos temos obrigação de atacar e marcar, porque ninguém quer tomar gol. Os atacantes têm que ajudar o meio, como os volantes têm que ajudar os zagueiros. Todo o mundo em conjunto. Tenho certeza de que nosso grupo está encontrando isso. Temos que melhorar muito ainda, mas, nesta sequência, nosso grupo vai estar muito mais qualificado na marcação", refletiu, friamente.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade