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Com empréstimos e adiantamentos, Tricolor divulga superávit de R$ 23 mi

São Paulo (SP)

O São Paulo divulgou o balanço geral referente às atividades financeiras realizadas em 2013, com destaque para o superávit do clube: R$ 23,5 milhões. Números contestados pelo candidato à presidência do Tricolor, Kalil Rocha Abdalla, da oposição. Enquanto Juvenal Juvêncio, mandatário em exercício, afirma que para fazer investimentos “necessitou aumentar o volume de crédito de terceiros (bancos) e adiantar contratos”, o opositor alega que o valor não corresponde ao verdadeiro, exisitindo um déficit operacional de R$ 5 milhões.

“O São Paulo apresentou um superávit baseado em uma antecipação de R$ 28 milhões de cota. Na verdade, houve um déficit operacional de R$ 5 milhões” alegou Kalil em entrevista à Rádio Globo.

De acordo com as informações divulgadas por Juvenal sobre as receitas, R$ 47,2 milhões vieram de bancos, R$ 8,7 milhões de entidades esportivas e R$ 14,1 milhões de adiantamentos de contratos de entidades diversas, “deduzido o valor pago antecipadamente a atletas profissionais”.

Em comparação com 2012, dois dados ligados às receitas arrecadadas pelo clube do Morumbi chamam a atenção. Primeiro, o aumento do valor referente à venda de jogadores. Se antes o São Paulo lucrou R$ 46,2 milhões, em 2013 o recebeu mais que o dobro do dinheiro: R$ 147,9 milhões. Além disso, os patrocínios também cresceram: R$ 11 milhões em 2012 e R$ 33 milhões no último ano.

Na parte de despesas, está contabilizada uma notória perda de capital referente aos direitos econômicos dos atletas. Se em 2012, o valor foi de R$ 3,6 milhões, em 2013 subiu para R$ 33 milhões. Apenas 22 jogadores têm 100% de seus direitos pertencentes ao Tricolor. Paulo Henrique Ganso, por exemplo, contratado junto ao Santos por R$ 23,9 milhões em 2012, tem 32% de seus direitos ligados à equipe do Morumbi e 68% ligados a terceiros.

Por fim, Juvenal Juvêncio, em seu texto de apresentação do balanço financeiro, destaca os investimentos feitos nas categorias de base do clube. “Desde 2006, foram investidos R$ 127,7 milhões na formação de atletas. Durante o mesmo período, obtivemos R$ 233,4 milhões de receitas com a venda, empréstimo e mecanismo de solidariedade dos atletas advindos da base. Além de termos 22% de jogadores formados nessas categorias como titulares na equipe profissional”.

 

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