Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Com oito cartões, Valdivia se queixa de "mão mais rápida" dos juízes

William Correia São Paulo (SP)

Em 13 jogos no ano, Valdivia recebeu oito amarelos, estatística alta para um meia que vira até centroavante por ter responsabilidade reduzida na marcação. O jogador mais caro do Palmeiras admite ter culpa por reclamar demais, mas vê os árbitros predispostos a lhe mostrar o cartão em vez de punir quem comete faltas com a mesma rapidez.

“Tem jogadores que, quando fazem a falta, a mão do juiz vai rapidinho ao bolso para mostrar cartão. Mas, quando recebe, ela demora mais. Sou um deles”, disse o chileno, colocando D’Alessandro na mesma condição, citando que o argentino do Inter recebeu no sábado, contra o Vitória, sete faltas seguidas sem nenhum dos rivais serem punidos, mas levou amarelo na primeira infração que cometeu após a sequência.

“Fiz uma falta quase na área do Santos na primeira fase do Paulista e o Luiz Flavio de Oliveira me disse que deu cartão porque cortei um contra-ataque, apesar dos muitos metros de distância até o nosso arco. Contra o Criciúma, o Paulo Baier colocou a bola atrás da marca que o juiz fez com o spray, fiquei um pouquinho mais adiantado da linha da barreira, falei isso para ele e tomei cartão”, argumentou.

Divulgação
Andre Luiz de Freitas Castro deu cartão ao meia no domingo (Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
Valdivia só evitar dizer que é perseguido. “Se você perguntar para três jogadores de cada elenco, a maioria vai falar que se sente perseguido. O D’Alessandro e o Luis Fabiano responderiam isso. Mas não é perseguição”, defendeu.

O chileno, porém, pede cartão a quem participa de um rodízio de faltas. “Às vezes, sou injustiçado dentro do jogo em alguns lances. Para o marcador, é muito fácil dar uma porrada, depois vem outro bater... É comum essa troca de jogadores, e tem que ser punida”, cobrou.

De qualquer forma, o meia do Verdão promete falar menos com quem tem o apito na mão e prefere não ouvir ninguém. “Cada árbitro tem uma visão e uma atitude diferente, é o jeito de cada um. Tem juiz com quem dá para conversar e posso me expressar muito bem, mas, com outros, não. Apitam muito na torcida”, apontou.

“Daqui para frente, vou procurar tomar menos cartões amarelos, até porque a maioria foi por reclamar. Espero reclamar menos, ter menos amarelos, mais jogos, mais gols e ajudar mais o Palmeiras. Mas tomara que, quando tomo um cartão amarelo que não seja correto, também seja falado que eu não merecia tomar cartão”, solicitou.

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