Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Conformado sem Seleção, Ganso se julga único no futebol brasileiro

Helder Júnior São Paulo (SP)

O meia Paulo Henrique Ganso não queria nem conceder entrevistas quando deixou o time titular do São Paulo, durante o Campeonato Paulista. Novamente em alta com o técnico Muricy Ramalho, mas não com Luiz Felipe Scolari, o jogador já tem suficiente autoestima para não ficar melindrado com as remotas possibilidades de defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo.

“Como armador, não vejo ninguém no Brasil acima da média, como eu”, disse Ganso, sem titubear, estendendo o elogio ao centroavante são-paulino Luis Fabiano – outro que Felipão não deverá convocar para o Mundial. “Sempre fui acima da média e procuro demonstrar isso em campo”, insistiu o meia.

A opinião de Paulo Henrique Ganso não é compartilhada pelo comandante da Seleção Brasileira. O que não parece incomodá-lo. “O grupo do Felipão já está fechado. Por tudo o que aconteceu, as minhas chances praticamente sumiram. Vou assistir à convocação só para saber quem serão as pessoas que representarão muito bem o País”, resignou-se.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Ganso aplaude a si mesmo, apesar de não estar nos planos de Felipão para a Copa do Mundo
Ganso só se exaltou um pouco mais para defender o seu status de “acima da média” na hora em que o São Paulo estava em pauta. “Não perdi a posição. Havia sido poupado”, corrigiu, quando escutou que tinha parado no banco de reservas da equipe. “Naquele momento, queria focar nos treinamentos e voltar a falar quando estivesse melhor.”

O meia já está um pouco melhor – não o bastante para participar da Copa do Mundo –, admitindo até algumas críticas. “Sempre vão cobrar de quem pode render mais, de quem tem um talento apurado. As pessoas me cobram porque tenho essa condição. Isso não é pressão. É a responsabilidade de jogar com a camisa 10 de um grande clube”, sorriu o antes selecionável Paulo Henrique Ganso.

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