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Contra rival, Nobre cita até “tentativa de roubo do Palestra Itália”

Helder Júnior São Paulo (SP)

O presidente Paulo Nobre recorreu à história em seu desabafo contra o São Paulo, que atravessou a negociação pela permanência de Alan Kardec no Palmeiras e contratou o atacante. Revoltado com a atitude de Carlos Miguel Aidar, novo mandatário do clube rival, o palmeirense não se conteve e falou até de episódios controversos do passado na tarde desta segunda-feira.

“A relação entre Palmeiras e São Paulo é muito ruim desde os anos 40, quando houve a tentativa de roubo do Palestra Itália e eles influenciaram a mudança do nosso nome para Sociedade Esportiva Palmeiras”, atacou Nobre, nervoso.

O presidente do Palmeiras se referiu à pressão que o seu clube sofreu para deixar de se chamar Palestra Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Com a mesma justificativa de combate ao Eixo, o São Paulo teria tentado se apropriar do estádio rival – versão contestada por historiadores do hoje time do Morumbi.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Paulo Nobre se disse decepcionado com Carlos Miguel Aidar, novo presidente do São Paulo
Os problemas entre Palmeiras e São Paulo se intensificaram com polêmicas contratações de atletas, dos dois lados. Na época da Parmalat de José Carlos Brunoro (agora homem forte da gestão de Paulo Nobre), os palmeirenses tiraram o lateral direito Cafu e o zagueiro Antônio Carlos da equipe rival através de pontes para times espanhóis (Real Zaragoza e Albacete, respectivamente). O troco veio mais de uma vez, com as transferências do lateral direito Ilsinho e de Alan Kardec, por exemplo.

“Falei muito com a diretoria passada do São Paulo para tentarmos mudar essa história. Não cheguei a conhecer o Juvenal Juvêncio (ex-presidente), mas conversei com pessoas do alto escalão dele. Afinal, unidos somos mais fortes para defender os nossos direitos. Infelizmente, a relação continuará ruim com essa nova administração do São Paulo. Nada vai mudar”, disse Paulo Nobre.

Reclamando do que chamou de “passa-moleque”, o presidente do Palmeiras ainda lembrou que Carlos Miguel Aidar deveria ter outra postura também por ser um dos fundadores do Clube dos 13. “Mas, quando você toma atitudes como essa, cria uma fama ruim e as pessoas passam a te conhecer. Não vou liderar um movimento contra o São Paulo, pelo amor de Deus. Só que a decepção foi muito grande e a relação ficou completamente prejudicada por esse fato lamentável”, insistiu.

Já houve quem quisesse liderar um movimento contra o São Paulo. “O que aconteceu com o Kardec não é privilégio do Palmeiras. Eles foram extremamente antiéticos. Se perguntarem para outros clubes, falarão o conceito que o São Paulo tem. Já fui consultado se topava deixar de participar dos torneios de base que o São Paulo disputasse, justamente por causa dessa prática de assediar jogadores adversários”, comentou Nobre.

O presidente do Palmeiras poderá enfrentar o mesmo problema ainda neste ano, já que o meio-campista Wesley foi mais um comandado de Gilson Kleina a despertar interesse no São Paulo. “O Wesley tem contrato até o final do ano, começo do próximo. Não vamos misturar as bolas”, pediu Paulo Nobre, destemido e sem revanchismo. “Não sou bonzinho. Mas não sei jogar esse jogo sujo de algumas pessoas.”

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