Futebol/Campeonato Mineiro - ( - Atualizado )

Cruzeiro empata com Atlético-MG e conquista título invicto

Do correspondente Wanderson Lima Belo Horizonte (MG)

Minas Gerais é azul. Cruzeiro é Atlético-MG fizeram um grande clássico neste domingo, no Mineirão, mas como uma das duas equipes precisava sair com a taça, os deuses do futebol optaram pela Raposa, que ficou com o título mineiro, impedindo o tricampeonato do arquirrival. O empate por 0 a 0, mesmo placar da partida de ida, favoreceu o Cruzeiro, que fez melhor campanha na primeira fase e fica com a taça de forma invicta.

O domingo já havia começado bem para o Cruzeiro, que, pela manhã, conquistou o título da Superliga masculina de vôlei, jogando no Mineirinho. Para completar a festa, a conquista do Mineiro veio em cima do Galo, coroando a campanha sem nenhuma derrota na centésima edição do Estadual.

Com o fim do Campeonato Mineiro, Cruzeiro e Atlético-MG passam a concentrar forças na disputa da Libertadores e no Campeonato Brasileiro. Na competição continental, a Raposa vai duelar contra os paraguaios do Cerro Porteño, e o Galo vai encarar os colombianos do Atlético Nacional.

Divulgação/Cruzeiro
O Cruzeiro conquistou o título com o empate por 0 a 0 neste domingo (Foto: Gualter Naves/Light Press)
O jogo – O superclássico mineiro começou de forma eletrizante, com a primeira oportunidade de gol aparecendo logo no primeiro minuto. O volante Lucas Silva encontrou espaço e mandou uma verdadeira bomba contra a meta atleticana, acertando o travessão de Victor e levantando o torcedor celeste nas cadeiras do Gigante da Pampulha.

Jogando com o mando de campo e com a maioria da torcida, o Cruzeiro adotou uma postura diferente do jogo de ida, quando priorizou a defesa. Neste domingo, a Raposa procurou ser bem mais ofensiva, agredindo o Galo, que, mesmo precisando da vitória, não imprimiu um ritmo acelerado no início do duelo.

A primeira chance dos atleticanos na partida aconteceu aos 11 minutos, quando Ronaldinho tabelou com Alex Silva, que tentou assistência para Tardelli, mas a zaga cruzeirense aliviou o perigo. Após este lance, o Atlético-MG melhorou a saída de bola, que vinha apresentando falhas, e isso deu mais dinamismo ao clássico.

No duelo tático, Júlio Baptista, Ricardo Goulart, Everton Ribeiro e Dagoberto se movimentaram muito, inclusive com troca de posições na tentativa de confundir a marcação do Galo. No time alvinegro, Tardelli se movimentava na esquerda e na direita, dando opções para Guilherme e Ronaldinho, que tinham a função de armar o meio-campo atleticano.

Em um dos melhores lances do jogo, Everton Ribeiro arrancou com liberdade e tentou um toque por cobertura na saída de Victor, mas o armador celeste errou o alvo, em uma oportunidade clara de gol. Aos 25, foi a vez de Júlio Baptista tentar balançar as redes do Galo, mas, desta vez, Victor trabalhou bem com grande defesa.

Com o Cruzeiro terminando o primeiro tempo de forma mais agressiva, o técnico Paulo Autuori entendeu que era necessário dar mais velocidade para a equipe atleticana, por isso, decidiu trocar Guilherme por Fernandinho. A alteração fez o Galo melhorar no jogo, mas deu mais espaços para o contra-ataque da Raposa.

Com o passar do tempo e o placar inalterado, o nervosismo começou a tomar conta dos jogadores do Atlético-MG, que passaram a abusar das faltas mais ríspidas, o que obrigou o técnico Paulo Autuori a pedir calma para os comandados. Aproveitando a instabilidade dos adversários, o Cruzeiro quase marcou aos 12, em arremate de Ricardo Goulart, que passou perto da trave de Victor.

Após os 20 minutos, o Atlético-MG adiantou as linhas de marcação e passou a permanecer com a posse de bola no ataque, perseguindo o gol. Em uma boa trama ofensiva, Fernandinho lançou Tardelli, que dividiu com Fábio, que salvou os celestes. Marcelo Oliveira optou por fechar a equipe, sacando Dagoberto para entrada do volante Souza.

A partir deste momento, a tensão passou a predominar no Gigante da Pampulha, com o Galo procurando o ataque, enquanto a Raposa se aproveitava do regulamento para se defender e tentar as jogadas em velocidade, o que deixou o confronto totalmente em aberto até o apito final, para que o grito de campeão pudesse finalmente ecoar no Mineirão.

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