Futebol/Copa Libertadores da América - ( - Atualizado )

Cruzeiro supera La U e segue na briga para chegar às oitavas

Santiago (Chile)

O Cruzeiro está vivo na Libertadores. A Raposa encarou os chilenos da Universidad de Chile com a obrigação de vencer para não ser eliminado precocemente da principal competição de clubes das Américas, e os celestes não decepcionaram. Os cruzeirenses triunfaram por 2 a 0, em pleno estádio Nacional, em Santiago, e vai decidir a vaga para as oitavas na última rodada.

Na maior parte do tempo, o Cruzeiro foi aquela equipe que a torcida se acostumou a ver envolvendo os adversários na última edição do Brasileirão. Como prêmio os mineiros garantiram a vitória com gols de Bruno Rodrigo e do paraguaio Samudio. A Raposa chegou aos sete pontos, contra nove da La U e dez do Defensor-URU, deixando as vaga do Grupo 5 para serem decididas na última rodada.

Na sequência da Libertadores, o Cruzeiro encerra a fase de grupos recebendo os peruanos do Garcilaso, no dia 9 de abril, no Mineirão. Mas antes disso, a Raposa terá pela frente o clássico contra o arquirrival Atlético-MG, pela final do Mineiro.

O jogo – Precisando da vitória a qualquer custo, o Cruzeiro iniciou a partida pressionando a saída de bola dos chilenos, mas os donos da casa não sentiram a pressão e apostaram na troca de passes. Com isso, o jogo apresentou equilíbrio de forças nos primeiros minutos, com os dois times se estudando bastante.

Como a estratégia inicial dos celestes não surtiu o efeito desejado, o técnico Marcelo Oliveira recuou suas linhas ofensivas, dando liberdade para a La U até o meio-campo, quando tentava dar o bote para armar o contra-ataque. A postura tática de brasileiros e chilenos não permitiu um grande número de finalizações, mas nem por isso a partida deixou de ser boa.

A primeira chance de real perigo só apareceu aos 12 minutos, em chute de Júlio Baptista de fora da área, que passou perto da trave direita de Herrera. Com o passar do tempo, o Cruzeiro foi entendendo melhor o jogo, e acabou abrindo o placar com o zagueiro Bruno Rodrigo, que aproveitou cobrança de falta de Everton Ribeiro para subir mais que a zaga chilena para mandar de cabeça para o fundo das redes.

O gol cruzeirense deu mais confiança para a Raposa e mudou o ritmo da partida, que ganhou em velocidade, já que a Universidad de Chile foi obrigada a perseguir o empate empurrada pela torcida, que não lotou o estádio Nacional, em Santiago, mas apoiou bastante. Aos 27, Mora tentou um toque por cobertura na saída de Fábio e quase igualou o marcador.

Aos 35, o lateral Ceará levou bola nas costas e permitiu Mora sair na cara de Fábio, que fechou o ângulo do atacante da La U, que tentou acertar o canto do goleiro celeste, mas errou o alvo, em um grande momento dos donos da casa. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Cruzeiro perdeu rendimento e foi dominando, mas resistiu sem ser vazado.

Em um vacilo da zaga da La U, Ricardo Goulart lançou o lateral Samudio, que aos 40, teve a calma necessária para tocar na saída de Herrera dilatando o marcador para a equipe brasileira. Com a vantagem de dois gols, o Cruzeiro transferiu a responsabilidade de buscar o resultado para os chilenos, que voltaram para a etapa final pressionando de todas as formas.

Com dez minutos, a Universidad de Chile criou ao menos três boas chances de chegar ao gol cruzeirense, mas com o passar do tempo, a equipe da casa foi aparentando nervosismo e errando jogadas simples, que acabou facilitando para zaga da Raposa. Com a bola nos pés, o time de Marcelo Oliveira tentou cadenciar a partida para controlar a pressão adversária.

Na base do abafa, a La U perseguiu o gol de todas as formas, o que obrigou o Cruzeiro a priorizar a defesa, com a entrada de Souza na vaga de Ricardo Goulart. Aos 24, foi justamente Souza que conseguiu gerar uma jogada de perigo para os visitantes em bom chute de longa distância, que forçou Herrera a mandar para escanteio.

Na última parte do jogo, a La U já não tinha mais a mesma força do início do duelo para perseguir o gol, o que colaborou para o time brasileiro conseguir administrar a vantagem correndo risco apenas moderado no finalzinho. A expulsão de Caruzzo por jogada violenta acabou com qualquer possibilidade de reação dos donos da casa, que amargaram o revés que complica a situação no Grupo 5.

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