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Desarme "escorpião" volta a tornar Rodrigo Caio vilão em 2014

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O ano tem sido de altos e baixos para Rodrigo Caio. Mais baixos do que altos. Na quarta-feira, ele voltou a se tornar vilão de um tropeço do São Paulo ao ser expulso e deixar a equipe com um jogador a menos na partida contra o CRB, em Maceió. Ao final da derrota, o zagueiro foi criticado pelo técnico Muricy Ramalho pelos dois cartões amarelos recebidos, o primeiro deles ainda no primeiro minuto da derrota de virada.

O treinador reprovou o carrinho dado na lateral direita, em uma zona de pouco perigo, logo no começo da partida, e não comentou sobre o segundo cartão recebido. Cartão não merecido, já que Rodrigo Caio, ao contrário do primeiro lance, não encostou em Diego Rosa. O problema, além do salto do atacante do CRB, foi o típico movimento que o são-paulino faz para desarmar. Ele costuma flexionar o joelho esquerdo e deixar a perna oposta esticada, o que, às vezes, engana o árbitro.

Apelidado de "escorpião" pelo próprio jogador, pela semelhança com a maneira com que o animal ataca suas presas, o movimento nem sempre funciona bem. Em fevereiro deste ano, o jogador cometeu um pênalti ao derrubar Alan Kardec dessa forma, em clássico contra o Palmeiras, no Pacaembu. O atacante converteu a cobrança e assegurou a vitória para a sua equipe. Na mesma semana, Rodrigo Caio ainda falharia em tropeço para a Ponte Preta, afastando mal uma bola da área.

A primeira vez em que seu estilo de desarme - inspirado, segundo ele, no ex-são-paulino Hernanes - chamou atenção foi em 2012, durante clássico contra o Santos, então comandado por Muricy. Jogando como volante, Rodrigo Caio marcou Neymar muito bem, embora tenha sido expulso (pela primeira vez na carreira profissional) por duas faltas no atacante. Na ocasião, porém, o cartão vermelho não impediu que o São Paulo vencesse o rival, no Morumbi, e o jogador foi destaque mais pela marcação do que por ter deixado sua equipe com um a menos.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Em fevereiro deste ano, movimento do zagueiro derrubou Alan Kardec e garantiu pênalti para o Palmeiras
"Sempre reparei muito neste lance do Hernanes. Na base, eu já fazia muito isso. É um desarme que dá uma agilidade maior no lance. Isso me ajudou muito com o Neymar, e pude marcá-lo muito bem", disse ao site oficial do clube, dias depois da partida.

Duas temporadas depois, agora como zagueiro, Rodrigo Caio tem mais a lamentar. Apesar de consolidado como titular e de já ter cinco gols e mais de 100 atuações com a camisa tricolor, ele não atravessa um início de ano dos mais felizes. Pesa contra o jogador de 20 anos, além da expulsão e de alguns erros defensivos, também o pênalti desperdiçado que eliminou o São Paulo nas quartas de final do Campeonato Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi.

Até o momento, isso não ameaça sua titularidade ao lado de Antônio Carlos na zaga. Ele só está confirmadamente fora do time em 7 de maio, no jogo de volta contra o CRB, por conta da suspensão automática. Seu substituto mais provável é Paulo Miranda, zagueiro que entrou na partida de quarta-feira depois da expulsão de Rodrigo Caio. Para avançar de fase na Copa do Brasil, o São Paulo precisará vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença. Se devolver a derrota por 2 a 1, a vaga será decidida nos pênaltis. Bem antes disso, o adversário será o Cruzeiro, neste domingo, em Uberlândia.

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