Futebol - ( - Atualizado )

Elias topa protagonismo e diz estar pronto para "quando o bicho pegar"

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Mano Menezes já avisou que espera ver um Elias protagonista em sua volta ao Corinthians. Apresentado oficialmente nesta quinta-feira, ele ouviu pedido semelhante de sócios-torcedores que tiveram liberada a entrada no CT do Parque Ecológico – cobrando especificamente gols no rival São Paulo – e dos muitos dirigentes que acompanharam na cerimônia.

“Já me pressionaram no caminho para cá, mas Corinthians é isso aí”, afirmou o volante, recebendo de bom grado a responsabilidade. Com metade de seus direitos econômicos comprados por 4 milhões de euros (cerca de R$ 12,2 milhões), ele terá um peso diferente do que carregava quando chegou pela primeira vez ao clube, em 2008.

“Mal cheguei, tenho que ser protagonista. Mas tenho confiança em mim, no treinador que eu tenho, que sabe tirar de mim o meu melhor. Se ele quer isso, vou trabalhar para que aconteça”, disse o atleta, que está perto de completar 29 anos, agora com experiência no futebol internacional e na Seleção Brasileira.

Desta vez, não haverá o apoio de Ronaldo. Entre 2009 e 2010, Elias e outros jogadores do Corinthians contaram com o Fenômeno como escudo em momentos de maior dificuldade. Agora, caberá ao próprio Elias assumir boa parte da responsabilidade, especialmente nas horas ruins.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O meio-campista Elias será comandado pelo técnico Mano Menezes pela quarta vez na carreira
“Se eu tivesse 10% da conta bancária dele, seria três Ronaldos aqui”, brincou. “Mas ele pode. Era um jogador de muita qualidade, que ajudou bastante. Era mais fácil até, porque tudo caía nele. Agora, como não tem esse grande jogador, o elenco tem que dividir as responsabilidades. De qualquer maneira, é claro que, quando o bicho pegar, o Corinthians poderá contar comigo.”

De fato, há um vazio de líderes no elenco alvinegro. O capitão Alessandro se aposentou antes que o herdeiro da faixa, Paulo André, fosse embora para a China. A situação obrigou Mano a dar a braçadeira a Ralf, abertamente desconfortável na condição de dono do acessório.

“Liderança se adquire. Vou procurar, com toda a experiência que eu tive, apesar de ter só 28 anos, passar alguma coisa para os atletas. Vou conquistando esse espaço como conquistei no meu ex-clube”, disse Elias, ciente de que a confiança do comandante ele já tem.

“Foi o Mano que pediu minha contratação aqui quando eu estava na Ponte Preta. Foi ele que me levou para a Seleção, foi com ele que readquiri meu grande futebol no Flamengo. Agradeço muito a ele, que também só pediu minha contratação porque o ajudei muito. A gente tem tudo para fazer um grande trabalho aqui de novo”, concluiu.

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