Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Ex-diretor de imprensa revive fiasco francês de 2010 e critica Domenech

Paris (França)

Perto de mais uma Copa do Mundo, os envolvidos com a seleção francesa indicam que ainda não esqueceram o fiasco vivido pelo país na última edição, em 2010, na África do Sul. Nesta sexta-feira, a crise entre jogadores e comissão técnica da época voltou aos holofotes, já que o ex-diretor de imprensa da delegação, François Manardo, está lançando um livro sobre o vexame dos Blues.

A intenção de Manardo é mostrar os bastidores da concentração da seleção francesa, por isso intitulou a obra de “Knysna”, cidade da África do Sul escolhido para a preparação antes do Mundial. O ex-diretor de imprensa também revela um atrito com o treinador Raymond Domenech, que, na época, teria acusado os jornalistas do país de terem agravado a crise na delegação.

“Era insustentável a permanência do Domenech depois do Euro 2008. Ele deveria ter parado por aí. Nós nos empenhamos em posições futebol-políticas para mantê-lo contra uma tempestade e contra uma certa lógica. Quando tem tantos comprometimentos isso não pode funcionar”, revelou Manardo, comprovando que a situação vivida pelo treinador era complicada na África do Sul.

Reprodução
Na Copa de 2010, a capa do jornal francês L'Equipe estampou a briga entre Anelka e Domenech
Ao longo do Mundial, Domenech discutiu de forma ríspida com o atacante Anelka, no intervalo do jogo contra o México, pela primeira fase. Depois disso, os jogadores franceses iniciaram uma greve, recusando a treinar antes do duelo decisivo diante da África do Sul. Na sequência, Evra não entrou em campo, também como forma de protesto e evidenciou a crise na seleção.

“Eu não exonero os jogadores de suas responsabilidades. Eles são responsáveis por fazer a greve, mas a questão é: como chegamos a esse ponto? E sobre esse aspecto eu olho mais para cima”, completou François Manardo, indicando que o então presidente da Federação Francesa de Futebol, Pierre Escalettes, também não poderia fugir das responsabilidades pelo fracasso.

No Brasil, a França tenta apagar o vexame da última edição, quando foi eliminada ainda na primeira fase, somando apenas um ponto. Depois de estrear com um empate sem gols diante do Uruguai, a seleção foi derrotada pelo México, por 2 a 0, e viu a desclassificação ser consumada na terceira partida, contra a África do Sul, vencida pelos anfitriões por 2 a 1.

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