Futebol - ( - Atualizado )

Guilherme critica racismo e entende gritos de “bicha”: “Não se compara”

Marcos Guedes São Paulo (SP)

O volante Guilherme se juntou a alguns de seus companheiros de Corinthians e posou com bananas, em apoio a Daniel Alves – vítima de racismo na Espanha, onde comeu uma banana que lhe foi atirada. Ele cobrou que se coíbam atos como o sofrido pelo lateral do Barcelona e disse não ver relação entre eles e o comportamento da torcida alvinegra contra o Flamengo.

Repetindo procedimento usado para provocar o são-paulino Rogério Ceni no Campeonato Paulista, boa parte do público no Pacaembu pegou no pé de Felipe no último domingo. Cada tiro de meta do goleiro rubro-negro era precedido de um alarido e sincronizado com um grito: “Bicha!”

“É mais uma provocação. Não posso dizer se é certo ou errado, mas não se compara ao racismo. Não sei se é birra (com Felipe, que deixou o Corinthians de maneira conturbada), cada um tem sua maneira de pensar. Mas não é como o racismo, não é o caso de levar o torcedor a ser preso”, afirmou Guilherme.

Divulgação
Corintianos aderiram à campanha contra o racismo após o episódio vivido por Daniel Alves
Com insultos racistas, para o volante, é bem diferente. Vendo atitudes desse tipo se repetirem no futebol internacional e ganharem frequência também nos campos do Brasil, o jogador sugeriu a interrupção das partidas como forma de inibir o que chamou de “absurdo”.

“Acho que os torcedores que estão no estádio deveriam dar uma força, os jogadores também. Todos deveriam parar o jogo até que o torcedor que atirou a banana ou chamou de macaco fosse preso. Algo desse tipo. Deveria ter uma punição muito grave, não tem cor que defina uma pessoa”, comentou.

Segundo Guilherme, a reação de Daniel Alves foi digna. “Ele foi o último a sofrer com isso. Bato palmas pela atitude que teve de comer a banana e provocar o torcedor. Tiramos essa foto para dar uma força para ele, mostrar que os brasileiros estão todos juntos.” Felipe não mereceu a mesma solidariedade.

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