Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Há um mês sem levar gols, Vágner vem da mesma escola de Victor

Gustavo Rozzanti Amorim, especial para GE.net São Paulo (SP)

 Um dos destaques do Ituano, equipe que derrotou o Santos por 1 a 0 na primeira partida da decisão e está muito próxima de conquistar o Campeonato Paulista 2014, o goleiro Vágner completa nesta terça-feira um mês sem sofrer gols. A última vez que o camisa 1 do Rubro-negro buscou a bola no fundo das redes foi no empate em casa diante da Penapolense, pela 13ª rodada do estadual.

Se o arqueiro hoje é destaque da defesa menos vazada do Paulistão no Galo de Itu, foi no Paulista de Jundiaí que Vágner se tornou profissional no futebol, em 2009, quando defendeu a meta jundiaiense em três jogos no mesmo Estadual. O clube também é o berço onde o goleiro Victor, hoje no Atlético-MG, despontou antes de se tornar o maior destaque do Galo mineiro na conquista da Copa Libertadores, em 2013, defendendo pênaltis em momentos decisivos.

Divulgação
Vágner (dir) tem a mesma origem de Victor, do Atlético-MG: ambos foram criados no Paulista de Jundiaí

Um dos responsáveis pela formação de ambos é Carlos Lima. Preparador de goleiros do Paulista, Carlão, como é conhecido, exalta o trabalho de seu pupilo, mas não vê surpresas na fase do jogador.

“O Vágner tem feito um excelente trabalho e já não é de hoje, credito esse bom desempenho à sequência que ele tem no gol do Ituano. Ele é um atleta que treina muito forte desde que começou com a gente, em 2007. Nesses sete anos, ele cresceu muito, evoluiu tanto aqui no Paulista como agora em Itu.”

Nas categorias de base do Paulista desde 1998, por onde passaram Artur (Benfica-POR), Rafael Bracali (Panetolikos-GRE), Felipe Alves (Audax SP), entre outros, e responsável pela escola de goleiros no Jayme Cintra desde 2007, Carlão conta um pouco da trajetória de Vágner em Jundiaí.

“O Vágner chegou aqui com quase 18 anos, e os treinadores já gostaram dele logo nos primeiros treinamentos. Estávamos jogando em Marília e a diretoria me ligou pedindo uma definição entre dois jogadores. Naquele momento, eu só disse uma coisa: esse menino novo tem futuro. Tem que ficar. Ele assinou contrato com a gente e, logo no ano seguinte, já foi titular em três partidas do Paulistão.”

Apesar da rápida evolução, Carlão explica que a trajetória de Vágner no Paulista não foi das mais fáceis: “Ele teve algumas lesões que o atrapalharam em momentos importantes, como na Copa Paulista em 2009. O menisco dele não estava bom, mas mesmo assim conseguiu jogar e chegamos à final. Em 2011, Vágner era o quarto goleiro da nossa equipe e eu dizia para ele ter calma que a hora dele ia chegar”.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Vágner: destaque do Ituano no Paulistão-2014

Ambos conversam via telefone e rede social esporadicamente. Segundo o treinador, o goleiro é um exemplo de perseverança e pode chegar ao mesmo nível ou até superar Victor: “Quando a oportunidade realmente chegou, ele agarrou e não soltou mais. Em 2012, o campeonato dele foi tão bom tecnicamente quanto o que está fazendo agora”, analisou.

Precavido, Carlão rejeita revelar a receita que proporciona destaque a seus pupilos. Mas prevê que o sucesso de Vágner, assim como aconteceu com Victor, que pode até fazer parte do grupo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014, está apenas começando.

“Ele tem 24 anos. Eu sempre disse para ele que seu talento é para o futebol europeu. É um goleiro forte, técnico, de explosão. Desejo muita sorte para ele nessa final.”

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