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Kleina ‘ignora’ pai e crê em vontade dos dois lados para ter Kardec

São Paulo (SP)

A negociação sobre a permanência de Alan Kardec no Palmeiras ganhou os holofotes nos últimos dias, abrindo a possibilidade para que o pai do atleta fizesse duras críticas ao clube do Palestra Itália. O jogador, no entanto, não quis se envolver e respondeu ao impasse com mais um importante gol, garantindo a vitória alviverde neste domingo, por 2 a 1, sobreo Criciúma, na estreia do Campeonato Brasileiro.

Essa resposta de Kardec reforça justamente o pensamento de Gilson Kleina, que, apesar das polêmicas declarações dos envolvidos na negociação, acredita que a vontade do jogador de permanecer no clube falará mais alto no fechamento do acordo. O treinador admitiu uma possível interferência do impasse no desempenho do camisa 14, mas também preferiu não falar sobre o futuro do atacante.

“Não tem como não dizer que uma coisa não está ligada a outra. Ele tem de ter confiança em quem conversa com o Palmeiras sobre o acordo. O que me deixa tranquilo é que o Kardec quer ficar e o Palmeiras quer o Alan. Eu sou o treinador e quero a contratação, mas as negociações fogem de mim”, disse Gilson Kleina, ciente que tem pouco a fazer no caso envolvendo Kardec.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Ciente das dificuldades da negociação, o atacante Alan Kardec se mostrou chateado nos últimos dias na Academia
Apesar de o jogador ter manifestado o desejo de permanecer no clube, os valores da negociação causam discordância das partes envolvidas. O pai e também agente do atacante já afirmou que está triste com a postura do Palmeiras, alegando que baixou o quanto podia da oferta salarial. Na última semana, aliás, esteve em São Paulo para se reunir com os dirigentes alviverdes.

Kardec está emprestado até 30 de junho e o presidente Paulo Nobre já encaminhou ao Benfica a forma de pagamento de 4 milhões de euros (cerca de R$ 12,5 milhões) para tê-lo em definitivo. Depois de acertar com o clube português, o Palmeiras tenta chegar a um acordo sobre a pedida salarial, que, de acordo com o empresário e pai do atleta, é abaixo da maioria dos atacantes de grandes clubes do país.

“É antiético falar sobre os números oferecidos, mas, se no futuro, o meu filho vier a sair com outro clube e alguém insinuar que ele foi mercenário, vocês podem me procurar que eu estou aberto par afalar sobre como foi todo o processo de renovação, vou dar números que deixará todo mundo surpreso”, disse o desacreditado Alan Kardec, que leva o mesmo nome do filho, em entrevista à Rádio Globo.

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