Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Kleina já pensa em mudar esquema tático com provável saída de Kardec

William Correia São Paulo (SP)

O Palmeiras conquistou a Série B do Brasileiro e chegou às semifinais do Paulista alternando-se entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3, mas a provável saída de sua principal peça deve mudar tudo. Gilson Kleina já se prepara para perder Alan Kardec, que tem em mãos uma oferta do São Paulo, e pensa como armar o time sem o artilheiro.

“Se confirmar a saída do Kardec, temos que trabalhar de outra maneira, solucionar, ter energia e resolver o mais rápido possível. Mas no futebol, às vezes, o encaixe não é da noite para o dia”, avisou o treinador.

O centroavante Henrique, que fez sete gols no Paulista pela Portuguesa e seria o reserva de Alan Kardec, ainda não foi anunciado oficialmente. Mas tanto o provável reforço como Miguel não são, por enquanto, a referência no ataque que o técnico imagina. A solução deve ser, realmente, abrir mão da tática de sucesso.

Em relação à Série B, Bruno César apareceu para substituir Vinicius na missão de alternar com Leandro nas pontas, mas ainda não convenceu e tem dificuldades para atingir sua plenitude física. Assim, Mendieta pode entrar para ajudar Valdivia na armação formando um 4-2-2-2. Leandro teria, então, Henrique ou Diogo se movimentando ao seu lado trocando de posição no ataque.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O técnico Gilson Kleina já trabalha com a possibilidade de perder o centroavante Alan Kardec para o São Paulo
“De repente, temos que começar um novo sistema, uma nova situação, sem abdicar de ser ofensivo, talvez com três atacantes e características diferentes, ou centralizar, vamos ver de que forma trabalhar”, afirmou o técnico.

De qualquer maneira, Kleina sabe que não poderá usar a saída de Alan Kardec como justificativa. Na derrota para o Fluminense, quando o artilheiro já foi desfalque alegando gastrite em meio à negociação que pode levá-lo ao São Paulo, o treinador ouviu gritos de “burro” no Pacaembu.

“Não adianta justificar porque o torcedor quer resultado. Não quero me esconder, me isentar porque sei a importância de comandar o Palmeiras. Quero equilíbrio, que o time jogue. Jogadores que estão em sequência precisam render”, argumentou Kleina, já cobrando atitude e qualidade de seus comandados.

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