Futebol/Copa do Mundo - ( )

Kleina monta cartilha para Valdivia e vê Chile copiar posicionamento

William Correia São Paulo (SP)

Em 2013, enquanto ainda não tinha acertado sua renovação, Gilson Kleina definia Valdivia como um de seus principais legados. Agora, com o sucesso da cartilha que montou para o jogador mais caro do Palmeiras, vê a seleção chilena se aproveitando até do posicionamento que definiu para o meia, que chega a virar centroavante para não se desgastar voltando e render mais próximo à área.

“O Jorge Sampaoli (técnico do Chile) assiste aos jogos do Palmeiras. Por mais que o Valdivia jogue um tempo menor, quando entra, dá para ver que é diferente. Eles colocam o Valdivia mais próximo da área também. É legal, isso quer dizer que, não que estamos no caminho certo, mas que estamos sabendo colocar o atleta no posicionamento certo” , sorriu Gilson Kleina em entrevista exclusiva para a Gazeta Esportiva.

Ver Valdivia usado da mesma forma em sua seleção é mais uma prova do sucesso do técnico com seu astro no Verdão. “Procuro deixar o Valdivia mais próximo dos atacantes, da área. Não é só porque ele começou a fazer gol que digo que é um jogador muito perigoso ali. Sabe jogar de costas, finalizar, enfiar uma bola. A assistência dele, o último passe, é um dos melhores do Brasil”, elogiou.

“Tem momentos em que ele nos ajuda, volta atrás da linha da bola. É o sentimento de competição e do caráter do jogador de alto nível que quer ganhar o jogo. Mas não quero desprender a energia dele do meio para trás. Privilegiamos quem faz a diferença. A técnica e a habilidade dele cresceram muito com esse tipo de posicionamento”, prosseguiu.

Nesse posicionamento, o camisa 10 já fez quatro gols neste ano, mas não deu nenhuma assistência. De qualquer forma, faz o treinador até gargalhar. “O comprometimento e a postura do Valdivia são outros. Desde a minha chegada, só houve evolução. Preciso tirar o chapéu para os preparadores físicos, que ficam com ele direto, e ele também, que mostra amadurecimento para fazer os trabalhos que pedimos”, apontou Kleina.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Treinador montou uma cartilha antilesão e vê a seleção chilena usar Valdivia adiantado como no Palmeiras
O técnico precisou de menos de um ano para decidir que, poupando Valdivia de jogos e até de treinos, mas lhe impondo um trabalho especial de reforço muscular, dificulta a aparição de suas costumeiras contusões. E aplaude o jogador por cumprir a cartilha antilesão montada para ele.

“Hoje existe uma cartilha para o Valdivia. É aquela coisa: se ele não quiser exercer, se um dos lados não quiser, não tem. Mas, se os dois lados querem, como estão querendo, ficam todos muito satisfeitos. Com todo esse trabalho que desenvolvemos, estamos deixando um grande legado: recuperar o Valdivia”, definiu, tranquilo por não ver mais polêmica ao citar o seu atleta mais claro.

“Hoje é fácil falar do Valdivia. Depois de todo aquele trabalho difícil e árduo, temos o Valdivia em uma sequência, motivado, se preparando para fazer o melhor no Palmeiras e na seleção. Espero que, antes de ir para a Copa, jogue o maior número possível de jogos aqui”, declarou Kleina.

Publicidade

Publicidade


Publicidade


Publicidade


Publicidade

Publicidade