Futebol - ( - Atualizado )

"Maloqueiro", Elias cita Fubá e diz ter mais do que a cara do Corinthians

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Elias herdou a camisa 7 de Alexandre Pato e foi reapresentado no Corinthians em uma cerimônia bastante concorrida, como havia sido a do atacante. Alvinegro desde criança, o meio-campista recuperou o uniforme que foi seu entre 2008 e 2010 e não precisou forçar a barra para mostrar que tem a cara do time – algo que não conseguiu o dono anterior da roupa.

“Não só a cara. A cara, a cor, o coração, o estilo de rua... Eu sou maloqueiro!”, sorriu o atleta, entortando a boca para a direita à sua maneira característica. Ele chegou a brincar com o presidente Mário Gobbi, pedindo um contrato de dez anos e não se cansou de manifestar o seu amor pelo clube do Parque São Jorge.

Foi de maneira natural que ele citou Gilmar Fubá entre os ídolos de sua infância. Mesmo tecnicamente muito inferior à maioria dos nomes da lista, o carismático cabeça de área foi valorizado em sua passagem pelo Corinthians, entre 1995 e 2000, por ter o estilo raçudo tão apreciado pela Fiel.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Elias é muito mais querido pelos torcedores do Corinthians do que o último camisa 7 do clube
“O Corinthians representa tudo para mim. Se sou jogador de futebol hoje, é porque na infância tinha um clube, e esse clube era o Corinthians. A partir dali, surgiu um sentimento pelo futebol muito grande. Se sou jogador profissional hoje, é porque na infância via Márcio Bittencourt, Biro-Biro, Gilmar, Edu, Vampeta... Se não fosse o Corinthians, nem de futebol eu gostaria”, afirmou Elias.

Por isso, o volante chega a misturar as sensações que teve como torcedor e as vivenciadas como jogador alvinegro. Nem a carreira o fez ganhar um distanciamento maior, sendo a prova mais clara disso sua ida a Buenos Aires para acompanhar o primeiro jogo da final da Copa Libertadores de 2012, contra o Boca Juniors.

Acervo/Gazeta Press
Gilmar (à direita) estava no grupo campeão mundial que alegrou Elias em 2000
“O momento mais triste como torcedor foi o rebaixamento. Como atleta, foi a despedida, em 2010, em Goiânia. Os momentos mais felizes como torcedor, com certeza, foram a conquista do primeiro Mundial, a da Libertadores e a do segundo Mundial”, contou o atleta, duplamente sorridente ao recordar 2008.

“Como atleta, o momento mais feliz foi quando a gente retornou para a Série A. Um ano antes, eu estava sem time, sem jogar bola, e falei para os meus amigos que subiria com o meu time. Eles falaram: ‘Você é louco, não tem nem time’. Mas Deus é bom e tornou possível isso”, acrescentou.

Agora, Elias tem a oportunidade de construir novas memórias. Com muito mais bola no pé, ele promete esforço para se aproximar da dedicação de Gilmar Fubá, um dos motivos por ele ser hoje o camisa 7 do Corinthians.

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