Futebol - ( - Atualizado )

Mano diz que Flamengo “mudou muito” e evita falar em duelo pessoal

Marcos Guedes São Paulo (SP)

“Curta”, disse Mano Menezes, questionado sobre sua passagem de três meses pelo Flamengo no ano passado. Curtas também foram as demais respostas do treinador do Corinthians sobre o clube rubro-negro, que enfrentará, no domingo, pela primeira vez desde sua saída.

O gaúcho não surpreendeu ao evitar qualificar a partida como um duelo pessoal seu com o time da Gávea. Existe, porém, grande animosidade por parte de torcedores flamenguistas e de alguns jogadores, que não engoliram a justificativa para o seu adeus, o fato de não estar sendo entendido pelo grupo.

“Penso o jogo sempre de equipe para equipe, não penso individualmente. O fato de você enfrentar uma equipe anterior é corriqueiro na nossa vida. Na vida dos técnicos, isso acontece com mais frequência ainda, porque saem dos clubes com bastante frequência. A gente tem que estar acostumado a esse tipo de situação”, afirmou.

Foi a maior declaração de Mano sobre o assunto na entrevista concedida na sexta-feira, no CT do Parque Ecológico. Segundo o treinador, seu conhecimento sobre o adversário não tem tanto valor no confronto porque o título da Copa do Brasil, conquistado após a sua saída, alterou o cenário.

“Mudou bastante. O time foi campeão da Copa do Brasil. Quando um time conquista algo, muda, cresce, aumenta a confiança. O Flamengo que vamos enfrentar é bem diferente”, afirmou o gaúcho, antes de ser indagado sobre uma dessas diferenças, o técnico Jayme de Almeida.

“É uma pessoa muito tranquila, muito capaz, com um histórico como jogador de futebol bastante grande, que dá a ele muita vivência. Ele conhece o Flamengo como poucos, porque vive lá há bastante tempo, conhece a casa. Quando você conhece bem a casa, tem uma boa vantagem”, acrescentou o nem tão tranquilo técnico do Corinthians.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Mano Menezes fez questão de ressaltar que pediu demissão e não foi dispensado do Flamengo
Longe da Gávea, Mano viu Jayme conduzir a equipe rubro-negra calmamente ao troféu, em dezembro do ano passado. A conquista lhe rendeu críticas, mas ele procurou demonstrar grande estranhamento quando foi questionado sobre eventuais injustiças nessas avaliações.

“Não posso me sentir injustiçado. Fui eu que pedi para romper o contrato, resolvi não dar continuidade porque achei que as coisas não estavam funcionando. O Atlético, ontem, entendeu que não deveria dar continuidade com o Paulo Autuori, como o Flamengo, anteriormente, entendeu que não deveria dar continuidade com o Jorginho e com o Dorival”, concluiu, erguendo as sobrancelhas bem à sua maneira.

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