Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Marcos defende Nobre, mas não vê erros de Kardec e São Paulo

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

Em meio à troca de acusações entre o são-paulino Carlos Miguel Aidar e o palmeirense Paulo Nobre, por conta da transferência de Alan Kardec, um dos maiores ídolos da história alviverde, Marcos, esteve no estádio do Morumbi, nesta quarta-feira, e tentou apaziguar a situação.

Durante evento de uma empresa de cartões de créditos, que reuniu campeões mundiais, Marcos defendeu o mandatário palmeirense de críticas da torcida por ter perdido o centroavante para o rival, mas não viu falta de ética do Tricolor, como acusou Nobre.

“A partir do momento em que a Fifa libera um pré-contrato com outro time em seis meses, acho que está dentro. Foi um momento de raiva (a coletiva de Nobre). Eu fiquei com raiva também, o cara é importante para nosso time e a gente fica pensando se vai ser no São Paulo como foi no Palmeiras. Mas temos de pensar um pouco nas declarações”, comentou o ex-goleiro, tomando muito cuidado para não aumentar o clima de tensão entre os clubes.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Marcos participou de evento no Morumbi e tentou apaziguar a confusão entre Palmeiras e São Paulo
Marcos se disse triste pela saída do jogador, mas defende a política de redução de gastos adotada pela atual gestão alviverde, que ofereceu ao atacante um salário menor do que foi combinado com o São Paulo.

“Eu conheço o Paulo e sei que é muito bem intencionado. Está fazendo de tudo para cobrir as contas do Palmeiras. Poderia ter falado que pagaria R$ 1 milhão por mês ao Kardec para ele ficar e depois não pagar, mas ele respeita o dinheiro do clube e acho que não é o momento de bater nele. Talvez o São Paulo tenha sido mais esperto nessa negociação, mas virão outras pela frente”, acrescentou.

O pentacampeão, que passou sua carreira inteira vestindo verde e branco, ainda negou erro na postura do atacante. “O Kardec é um profissional e pode escolher o que quiser da vida dele. Escolheu ir para o são Paulo por um salário melhor e não tem que ser taxado de mercenário. Grandes jogadores saem de clubes para ir a outros e não temos que julgar”.

Com um discurso em que defendeu as três partes na negociação, Marcos pediu um fim na discussão, mesmo advertindo que Aidar errou ao dizer que o Palmeiras “está se apequenando”. O medo do ex-goleiro é com as consequências que a troca de farpas pode gerar nas arquibancadas.

“Não temos que fomentar isso, foi de cabeça quente. A coletiva do Aidar teve declaração infeliz, mas não vai levar a nada e nem é bom seguir com isso. No dia do clássico, os presidentes vão chegar aqui com seguranças e ficar em seus camarotes, e a torcida vai se matar na rua. Vamos deixar isso passar”, concluiu.

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