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Mesmo "caladão", zagueiro tem torcida para ficar no São Paulo

Tossiro Neto São Paulo (SP)

Ausente no treino desta quarta-feira devido a um incômodo na virilha esquerda, Roger Carvalho tem apenas mais duas semanas de contrato com o São Paulo. Desde o segundo semestre do ano passado no clube, o zagueiro foi pouquíssimo aproveitado no time e também não é dos jogadores mais entrosados ao grupo, segundo Antônio Carlos.

"Conversar com o Roger é um pouco difícil, ele é caladão", contou o também zagueiro e um dos líderes do elenco, após o trabalho desta manhã.

O defensor chegou ao São Paulo em agosto de 2013 para dar sequência ao tratamento de uma lesão rara na coxa direita, sofrida quando defendia o Bologna no futebol italiano. Em meio à recuperação, firmou contrato até 15 de abril deste ano, com opção de ampliação automática se fosse do interesse da comissão técnica.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Roger Carvalho tem contrato com o clube até 15 de abril, véspera da eleição presidencial do São Paulo
Sua estreia, porém, ocorreu apenas na atual temporada. Depois de usar a camisa tricolor pela primeira vez diante da Portuguesa, perdeu a posição em função de uma fraca atuação frente ao São Bernardo, fora de casa. Desde então, Muricy não lhe deu novas oportunidades. Ele chegou a ir para o banco de reservas, porém sem ser utilizado.

"Ele ficou quase um ano fora pela lesão que ele teve. Uma lesão difícil de ter, o (músculo) posterior descolar do osso... Nesse tempo todo, eu nunca tinha visto. Para adquirir ritmo novamente, é difícil. Infelizmente, teve que vir para cá para treinar primeiramente e fazer uma pré-temporada praticamente sozinho. Nos jogos que jogou, foi bem. Só que o ritmo estava forte para ele", opinou Antônio Carlos, saindo em defesa do companheiro.

"A gente sabe que é trabalhador. Eu já conhecia ele do tempo de Figueirense. É um cara firme, não tem brincadeira mesmo. São coisas do futebol. Há vezes em que não dá certo em um lugar, mas dá no outro. Não estou falando que ele vai embora. A gente torce para que ele fique, porque a gente sabe que é trabalhador, de grupo e está sofrendo com esses problemas que todo o mundo pode ter", continuou o camisa 4.

O jogador de 27 anos, porém, possivelmente não terá seu vínculo renovado pela diretoria. Mas, antes disso, sua primeira preocupação é se livrar do incômodo muscular. Segundo o médico José Sanchez, sua recuperação deve demorar menos de uma semana.

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