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Para ex-diretor do Gama, ‘roteiro’ com dois cariocas fora é parecido

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Antes de recorrer à Justiça comum para tentar anular a decisão do STJD, a Lusa, que perdeu quatro pontos no tribunal e foi rebaixada à Série B do Campeonato Brasileiro, consultou quem teve sucesso há 14 anos também em uma batalha contra a CBF. Na ocasião, Flávio Raupp era diretor do Gama e precisou deixar a esfera esportiva para conseguir evitar com que sua equipe jogasse a segunda divisão. A situação vivida pelo clube do Canindé é bem parecida com o que time candango passou, por isso o representante do DF chegou a participar da reunião decisiva do Conselho Deliberativo rubro-verde.

No dia 18 de fevereiro, Flávio Raupp viajou até São Paulo para apresentar os bastidores do que foi vivido pelo Gama na batalha judicial da época. O time do Distrito Federal, assim como a Portuguesa, tentava reverter uma decisão do STJD, na qual saiu prejudicado e acabou rebaixado à segunda divisão. As coincidências dos casos, aliás, não se resumem ao objetivo de cada um na Justiça comum.

Em 1999, o STJD foi obrigado a interferir na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro depois que o Botafogo pediu os pontos do jogo contra o São Paulo, que terminou com uma goleada tricolor, por 6 a 1, no Estádio do Morumbi. A alegação do clube carioca era que Sandro Hiroshi, ainda um garoto promissor, teria sido escalado de forma irregular, o que foi acatado pelo tribunal.

Montagem sobre fotos de Djalma Vassão/Gazeta Press
Heverton e Sandro Hiroshi foram os pivôs dos casos de Portuguesa e Gama, respectivamente, nos tribunais
Com os três pontos ganhos no STJD, o Botafogo escapou da queda, ultrapassando justamente o Gama na classificação. A decisão do tribunal, portanto, favoreceu um clube do Rio de Janeiro, assim como em 2014, quando o Fluminense estaria rebaixado à segunda divisão, mas a punição à Portuguesa, também por causa da escalação de um jogador irregular, livrou o clube das Laranjeiras.

“Eu recebi um convite para apresentar uma comparação entre os dois casos. Expliquei as coincidências e as diferenças, já que são casos bem parecidos. Inclusive com a motivação de ter dois cariocas na Série A, oque causa um rebuliço no mercado, muita gente se mobiliza quando isso acontece”, alertou o ex-diretor Flávio Raupp, em entrevista à GazetaEsportiva.net.

Ao citar dois clubes cariocas, o representante candango também recorda a má fase vivida pelo Fluminense, que disputaria a segunda divisão na época, mas foi beneficiado pela criação da Copa João Havelange – modo encontrado pela CBF e pelo clube dos 13 para agradar aos envolvidos no processo. Em 2014, além do clube das Laranjeiras, beneficiado pela decisão do STJD, o Vasco também amarga a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.

Para Flávio Raupp, porém, os dois processos se diferem pelas ‘munições’ da Portuguesa, que agora conta com o Estatuto do Torcedor a seu favor. Sendo assim, o clube do Canindé está em situação mais favorável, pois o Gama teve a seu favor o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Pelé. Além disso, o clube do Canindé também conta com o apoio do Ministério Público de São Paulo, que também abriu ação contra a CBF na Justiça comum.

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