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Para presidente, Emerson sempre terá gratidão do Corinthians

Marcos Guedes São Paulo (SP)

A enorme disposição em se livrar de Emerson – o Corinthians vai pagar metade do salário do jogador no Botafogo – não torna as circunstâncias de sua saída desagradáveis, segundo Mário Gobbi. O presidente classificou o iminente empréstimo do atacante, herói na histórica conquista da Copa Libertadores de 2012, como algo natural.

“Não vejo como algo que não vai ser tão legal, não me chateia. Futebol é momento. Às vezes, o momento de um é uma situação, o momento do outro é outra. Eu acho que você tem que viver de acordo com os fatos que o rodeiam”, filosofou o dirigente, apontando o mau desempenho do Sheik desde o ano passado antes de mencionar o eterno reconhecimento aos serviços prestados.

“Aqui no Corinthians, o Sheik sempre terá o respeito, o carinho, a gratidão e a admiração, não só da torcida como da diretoria. Se ele realmente vier a sair, sairá daqui com o extremo respeito que o caso está sendo tratado”, acrescentou Gobbi, que fez questão de tocar pessoalmente a negociação, “em respeito ao que o atleta representa”.

Divulgação/Agência Corinthians
Dar dois dos chutes mais importantes da história do Corinthians não rendeu a Emerson a despedida esperada
Emerson disputou 138 partidas desde sua chegada ao clube do Parque São Jorge, em 2011. Marcou 23 gols, ganhando um Paulista, um Brasileiro, uma Libertadores, uma Recopa Sul-americana e um Mundial. Seu contrato tem validade até o meio de 2015, o que torna possível um retorno ao fim do empréstimo, em dezembro.

“Ele pode passar um tempo jogando em outro clube e voltar em janeiro. Aí, vamos ver o que é melhor para todos”, disse o presidente alvinegro, recusando-se a admitir a despedida triste do atacante de 35 anos. “As coisas vão mudando, você não consegue comandar a vida. Às vezes, ela te leva a situações.”

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