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Por reforma, Aidar recebe construtoras e tentará mudar estatuto

São Paulo (SP)

Será mudando o estatuto que Carlos Miguel Aidar tentará aprovar o projeto de reforma do Morumbi, depois de o grupo político de oposição ter, de novo, barrado sua votação. O novo presidente do São Paulo, confiante na estratégia, inclusive já iniciou conversas com construtoras interessadas.

"Fiz a primeira reunião com vistas a contratar a nova empresa de engenharia. Teremos um grupo de trabalho que vai conduzir uma licitação para selecionar uma das dez construtoras que se apresentaram para fazer essa obra", disse à Rádio Bandeirantes, na noite desta segunda-feira.

De acordo com o sucessor de Juvenal Juvêncio, trata-se de construtoras "de grande porte", como era a Andrade Gutierrez, que desistiu da parceria com o São Paulo após o projeto ter se tornado tema político dentro do clube. Em 17 de dezembro do ano passado, o grupo de oposição que tentava eleger Kalil Rocha Abdalla se absteve da reunião convocada no Conselho Deliberativo, tornando o quórum insufuciente para que a matéria fosse votada.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Na quarta-feira passada, Carlos Miguel Aidar foi eleito presidente do São Paulo pelos próximos três anos
Na noite da quarta-feira passada, quando a votação foi convocada para o mesmo dia da eleição presidencial, Kalil retirou sua candidatura e liderou os membros de sua chapa a, mais uma vez, não entrarem no plenário, valendo-se da exigência da presença de 75% dos conselheiros, conforme o estatuto do clube. Para que isso não volte a ocorrer, Aidar, candidato único e eleito, decidiu que tentará reformar o texto do regimento interno do clube.

"Vamos reformar o estatuto, sim, queiram eles ou não", prometeu o presidente, cuja ideia é convencer os conselheiros a transformar a exigência para uma votação independente do quórum e com aprovação a partir de maioria simples. "Levou-se para o campo político uma discussão cujo maior interessado é o São Paulo. Não estou falando de projeto da situação, nem da rejeição da oposição, que, pela segunda vez, não entrou em plenário".

O projeto de modernização do Morumbi, além da cobertura, prevê uma arena de show e de novos estacionamentos, com duas mil vagas. Segundo a diretoria, apesar de a Andrade Gutierrez ter desistido da parceria, seus demais colaboradores (LACAN, XYZ e Multipark) seguem interessados nas obras, cujo custo total beira R$ 450 milhões e será bancado por um fundo de investimentos.

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