Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Prass se mantém em alto nível e promete sonhar com Seleção até 2022

William Correia São Paulo (SP)

Aos 35 anos, Fernando Prass, mesmo com passagem destacada e com títulos pelo Vasco antes de se tornar fundamental no Palmeiras, nunca foi convocado e sabe que dificilmente estará na Copa do Mundo que começa em junho. Mas seu sonho de defender a Seleção não se restringe ao próximo Mundial. O já veterano goleiro tem fé em ser chamado até 2022.

“Sonho jogar até os 44 anos em um grande clube e em alto nível. Assim, sempre vou sonhar com seleção, mesmo com 44 anos. Podem me chamar de maluco, mas é um sonho”, disse Prass, que fará 36 anos em julho. “Quem acorda, vive de sonho, com objetivos e metas que pode alcançar ou não, mas nada te impede de sonhar.”

Fã de Taffarel, campeão defendo pênalti no Mundial de 1994 e titular também nas Copas de 1990 e 1998, o camisa 25 do Verdão crê ser possível estar no Mundial da Rússia, em 2018, ou no do Catar, em 2022. “Mas o meu pensamento é sempre 100% no Palmeiras, até porque é o trabalho no clube que te leva à Seleção. Trabalho firme para fazer o melhor para o Palmeiras. Mas com uma pontinha de sonho para, nem que seja por uma vez, vestir a camisa da Seleção.”

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Goleiro de 35 anos sonha em participar de algum jogo pela Seleção até se aposentar, em 2022
É a ambição de um veterano que recebe elogios por suas atuações desde o começo da atual década. “Já me perguntaram no Vasco, em 2011, se eu estava no melhor momento da carreira. E agora me perguntam no Palmeiras. Isso mostra que mantenho a regularidade em alto nível. Em termos de rendimento, estou em um dos melhores momentos da carreira mesmo. Mas sempre digo que posso melhorar. Não estou no melhor momento porque espero coisas melhores”, falou.

Prass se sente prova de como a experiência melhora um goleiro. “Quando eu tinha uns 21, 22 anos, chegava nas equipes e ouvia que queriam um goleiro mais experiente. Eu ficava indignado porque estava em condições de jogar, mas hoje vejo que a experiência faz a diferença. Não é a idade, mas a vivência”, definiu.

“O goleiro tem que decidir muito rápido. Diferentemente do jogador de linha, não cria nenhuma jogada, reage à jogada do outro. Age por instinto, praticamente não pensa. Com a experiência, viver várias situações te deixa mecânico no jogo e você controla melhor as emoções, o que é imprescindível para um goleiro, que precisa conviver com stress”, indicou o capitão do Palmeiras.

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