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Primo de Aidar é primeira surpresa de nova diretoria são-paulina

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A primeira mudança entre os cargos de diretor anunciada por Carlos Miguel Aidar, sucessor de Juvenal Juvêncio na presidência do São Paulo, é a ida de seu primo, o engenheiro Gabriel Aidar Abouchar, para o departamento de relações internacionais, no lugar de Carlos Alberto de Mello Caboclo. A outra - e até agora última - confirmada é a permanência de Rubens Moreno no futebol.

Gabriel Aidar foi o terceiro mais votado dentre os 80 novos conselheiros eleitos, em 5 de abril, tendo recebido 638 votos, menos somente do que Julio Casares (também da situação, que teve 911) e o oposicionista Marco Aurélio Cunha (872). Ele não esteve sempre ao lado da situação, porém. Seis anos atrás, foi eleito pela chapa vermelha.

Reprodução/Facebook
Seis anos depois de ter sido eleito pela oposição, Gabriel Aidar usou amarelo, cor da chapa de situação
Sua história política dentro do São Paulo não é nova. Ele já ocupou outras diretorias (a financeira, inclusiva) em outras oportunidades. Em 2006, ao discordar da escolha de Juvenal, então vice-presidente, como candidato da situação à eleição, foi tirado do cargo de diretor de relações internacionais pelo presidente Marcelo Portugal Gouvêa. Três anos depois, na condição de opositor, fez críticas a Juvenal, na imprensa, às vésperas de sua primeira reeleição.

Mais recentemente, no entanto, em meio a uma nova campanha eleitoral, registrou-se na chapa de situação (liderada pelo primo e até então ex-presidente Carlos Miguel) e foi chamado para ser diretor de planejamento e desenvolvimento da cúpula de Juvenal, função que havia ficado vaga com a saída de Paulo Eduardo Branco Vasques. A informação da substituição, nunca divulgada pelo site do clube, pôde ser descoberta apenas no balanço financeiro de 2013, divulgado quatro dias antes da eleição do Conselho Deliberativo.

Terceiro conselheiro mais votado nesse pleito, Gabriel Aidar contribuiu para a volta de seu primo à presidência do São Paulo depois de 26 anos – Carlos Miguel Aidar já havia assumido o comando do clube por dois mandatos, entre 1984 e 1988. Dois dias depois de substituir Juvenal, o novo mandatário manteve Rubens Moreno como diretor de futebol e deu a seu parente a pasta de relações internacionais, considerada por ele muito importante, durante a campanha.

"Minha ideia com futebol é realmente dividir: futebol profissional, de base e relações internacionais. Os clubes, de um modo geral, têm essa relação internacional. Alguém que faça o meio-de-campo com outros centros, especialmente na Ásia, que hoje está muito desenvolvida. São providências que imagino necessárias", disse, no mês passado, em entrevista à GE.net, o agora presidente.

Além da confirmação de Gabriel Aidar e Rubens Moreno, é praticamente certo que Fernando Bracalle Ambrogi (conhecido como Chapecó), quarto conselheiro mais votado no geral, assumirá a diretoria de esportes amadores, anteriormente ocupada por Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé. Na cúpula logo abaixo de Aidar, Jesus Lopes foi nomeado vice-presidente administrativo, deixando o futebol para Ataíde Gil Guerreiro. Roberto Natel, antes vice social, agora é vice geral, segundo principal posto.

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