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São Paulo corta 20% dos gastos por Kardec e ainda quer zagueiro

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O São Paulo está prestes a pagar 4,5 milhões de euros (quase R$ 14 milhões) à vista ao Benfica para ter Alan Kardec, atacante para o qual pagará um salário de mais de R$ 300 mil. Para contratar o palmeirense, que até pouco tempo atrás estava esquecido no futebol português, o clube fugiu do seu padrão e cortou 20% dos gastos anuais, mas promete seguir reforçando o elenco. Os próximos alvos serão principalmente no sistema defensivo.

"Temos que recompor a defesa. O atacante já está até exageradamente composto, não só pelo Luis Fabiano, que é um cracaço, mas também com a chegada do Alan Kardec. Estamos preocupados e temos que dar uma mexida na defesa ainda", diz o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, é quem agora ouve quais reforços Muricy Ramalho quer
Neste momento, o técnico Muricy Ramalho forma sua dupla de defesa com Rodrigo Caio (expulso no duelo de quarta-feira passada contra o CRB) e Antônio Carlos (zagueiro que faz muitos gols a favor, como o do empate com o Cruzeiro, mas alguns contra). As opções na reserva são Paulo Miranda (atualmente machucado), Edson Silva e o garoto Lucas Silva. Um panorama preocupante para a sequência do Campeonato Brasileiro.

Rafael Toloi, emprestado até o meio do ano à Roma, seria uma boa alternativa no elenco, mas a equipe italiana tem opção de comprá-lo em definitivo. Outro que pode pintar em breve é Breno, que cumpre em regime semiaberto sua pena na Alemanha e poderá retornar no próximo mês, segundo Ataíde. O problema é que, apesar de ter acerto com o São Paulo, o beque formado pelo clube e que foi cedo para a Europa não atua há muito tempo e não seria um reforço imediato.

A solução, portanto, é tirar mais dinheiro do caixa. Caixa que recentemente recebeu adiantamento de R$ 28 milhões da emissora detentora dos direitos de transmissão, porém teve esse valor imediatamente utilizado pela diretoria para pagar parte do débito que o clube tinha em conta garantida, uma espécie de empréstimo rotativo destinado a suprir eventuais necessidades. Ao todo, porém, foram antecipados, em duas parcelas, R$ 50 milhões das cotas referentes até 2018.

"As finanças do São Paulo não são confortáveis, mas são absolutamente administráveis. A vinda do Alan Kardec terá que propiciar a venda de muitas coisas", admite o presidente do clube, Carlos Miguel Aidar. "Na reunião de posse da diretoria, cortamos horizontalmente 20% das despesas em todos os segmentos. Se reduzir um pouco o número de atletas da base, se vender atletas da base e profissionais que não estejam sendo aproveitados, você equilibra as finanças até o fim do ano. O que não pode é ficar inerte, porque podemos chegar no fim do ano com uma dívida muito grande".

Tanto Aidar quanto Ataíde não confirmam nenhum nome para a defesa. Nem mesmo negociações em curso neste momento. "Não tem, ainda estamos olhando o mercado", jura o vice-presidente, que recebeu autoridade total para definir os rumos do futebol após ouvir o técnico Muricy Ramalho.

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