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Estudo diz que solo instável causou queda do guindaste no Itaquerão

São Paulo (SP)

De acordo com estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o acidente que resultou na morte de dois operários na Arena Corinthians, em novembro do ano passado, foi causado pelo afundamento do solo onde o guindaste estava e não por falha humana ou do veículo.

O laudo indica que a proteção do solo feita pela Odebretch não era adequada para suportar uma máquina que ergue até 1,5 mil toneladas (a peça do acidente tinha 420 t). Na época, para não ser responsabilizada pelo acidente, a empresa usou como argumento que a proteção feita com base de brita com chapas de aço era procedimento padrão, não tendo influenciado na queda do guindaste. Assinado pelo engenheiro civil Antônio Carlos Guimarães, da UFRJ, explica o erro que motivou o acidente. A Folha de S. Paulo teve acesso.

“A inadequada compactação do aterro de suporte ao guindaste fica evidente através dos estudos realizados”, diz o laudo, que analisou os seis pontos onde as esteiras do guindaste estavam apoiadas e detectou que o solo era menos resistente do que deveria. A medida ideal de firmeza do terreno no local é de pelo menos 80%, mas o estudo mostra índice de 13%.

AFP
Acidente aconteceu em 27 de novembro do ano passado, resultando na morte de dois operários e no atraso das obras
A instabilidade do solo era uma das três hipóteses com as quais a polícia trabalhava na época, sendo que o operador e a empresa responsável pelo veículo, Liebherr, também poderiam ser responsabilizados. Segundo o estudo da UFRJ, porém, o erro foi do responsável pelo uso da máquina em solo inadequado. No caso, a Odebretch.

A parte de trás do guindaste teria afundado primeiro no solo, então a máquina teria empinado, perdido o ponto de equilíbrio e a lança principal teria se partido na base, derrubando a última peça do módulo de cobertura em cima do estádio.

O laudo da universidade carioca é apenas um dos estudos que estão sendo elaborados sobre o acidente. Além da investigação criminal, existe um laudo técnico oficial que está sendo feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para embasar os processos jurídicos.

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