Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Sem 75% do Conselho, reforma do Morumbi não vai à votação

Tossiro Neto São Paulo (SP)

A desistência de Kalil Rocha Abdalla da eleição presidencial do São Paulo, com o intuito de barrar a votação do projeto de reforma do Morumbi, funcionou. Pelo estatuto do clube, o tema só poderia ser votado nesta quarta-feira caso estivesse presente o mínimo de 75% do Conselho, mas apenas 60% do total assinou lista de presença.

O órgão é composto, na teoria, por 240 conselheiros (80 eleitos a cada seis anos, que foram renovados em 5 de abril, mais 160 vitalícios). Ocorre que cinco vitalícios já morreram. Dos 235 vivos, apenas 141 (ou 60%) entraram no plenário. Um quórum insuficiente, de acordo com o que reza o estatuto, para que o projeto de modernização do estádio entrasse em votação.

A convocação do tema para votação no mesmo dia da eleição foi uma manobra do grupo de situação para forçar que a oposição o votasse, depois de ter barrado a primeira tentativa, em 17 de dezembro do ano passado. Diante desse cenário, admitindo de antemão a derrota para Carlos Miguel Aidar (candidato da situação), Kalil decidiu retirar sua candidatura, a fim de que seu grupo não precisasse entrar no salão nobre.

Além da construção da cobertura do estádio, o projeto prevê ainda uma arena de show e novos estacionamentos. No entendimento da chapa de oposição, o projeto não pode ser levado à votação sem uma análise meticulosa do texto. Entende ela, conforme a carta aberta assinada por Kalil e entregue aos conselheiros, que se trata de um "novo golpe engendrado pelas mesmas pessoas que, há três anos, promoveram a alteração do estatuto".

Embora grande parte da oposição do São Paulo tenha decidido não entrar no plenário - o que obrigaria assinar a lista única da eleição e da votação do projeto de reforma do Morumbi -, houve, dentro do grupo, quem tenha feito o contrário. Como Marco Aurélio Cunha, segundo conselheiro com maior número de votos recebidos e que seria o vice-presidente de futebol de Kalil. Ele também fez críticas à manobra da situação, mas discordou da decisão do líder de seu grupo de retirar candidatura.

Independentemente do projeto de modernização, há garantia de três votações. A presidencial (que confirmará Aidar como sucessor de Juvenal Juvêncio pelos próximos três anos) será a última. Antes dela, os conselheiros são-paulinos definem o presidente do Conselho Fiscal e, em seguida, do presidente do Conselho Deliberativo (Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, é candidato único).

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