Futebol/Campeonato Brasileiro - ( - Atualizado )

Sem desistir, Portuguesa aguarda liminares para não entrar em campo

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Disposta a lutar pelos seus direitos até o fim na Justiça comum, a Portuguesa promete novas ações que devem interferir no andamento das próximas rodadas na Série B do Campeonato Brasileiro. Depois de abandonar o campo na partida contra o Joinville, na última sexta-feira, o clube do Canindé aguarda novas liminares de torcedores que sejam favoráveis aos seus desejos. Diante de alguma novidade nos próximos dias, o time rubro-verde pode não entrar em campo neste sábado, quando encara o Santa Cruz, no Canindé.

Advogado da Portuguesa no processo, José Luiz Ferreira de Almeida tenta mudar uma imagem criada com relação ao presidente do clube, Ilídio Lico, que teria desistido de disputar a Série A do Campeonato Brasileiro. O vice-jurídico alega que o mandatário foi mal interpretado, pois a luta da equipe rubro-verde segue da mesma forma na Justiça comum. O processo, aliás, pode gerar transtornos ainda maiores no calendário, como, no caso de uma vitória rubro-verde, a paralisação da primeira e da segunda divisão do futebol nacional.

“Nunca se abriu mão de disputar a Série A. O que acontece é que o presidente (Ilídio Lico) não tem informação jurídica e se refere unicamente à liminar cassada deste sábado, que perdeu a validade. Mas, se alguma liminar aparecer até o momento jogo, a Portuguesa não joga a partida. Agora o jurídico está tomando a decisão de sempre se manifestar quando tem algo relacionado ao clube como matéria jurídica, seguindo uma determinação do presidente”, explicou o advogado da Portuguesa em entrevista à Gazeta Esportiva.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
O vice-jurídico da Lusa aguarda novas liminares que impedirão com que seu time entre em campo pela Série B
Ilídio Lico, aliás, teria afirmado que as ações dos torcedores na justiça Comum estariam atrapalhando o próprio clube, o que irritou boa parte da torcida rubro-verde. Para amenizar a situação, o vice-jurídico indicou que a vontade das arquibancadas é soberana neste caso. “Em nenhum momento a torcida que luta pelos direitos da Portuguesa a prejudica. Quando um torcedor vai se manifestar em um órgão de imprensa, dizendo que quer ter o seu direito defendido, a Portuguesa tem a obrigação de retirar o seu time de campo”.

Com relação à luta do time lusitano, o jurista se mostra esperançoso, mas alega que o clube está sozinho neste processo. Para José Luiz Ferreira de Almeida, o fato de ter entrado em campo na última sexta-feira mostra que a Portuguesa está preocupada com o futebol brasileiro, respeitando aqueles que se dedicam ao esporte no país. Por outro lado, o advogado defende que a CBF adota uma conduta inaceitável, na qual tenta prejudicar um clube filiado à entidade.

“Evidentemente, a CBF (está querendo prejudicar a Portuguesa), porque a Portuguesa sempre foi uma pedra no sapato, sempre foi prejudicada em suas partidas, isso é histórico, é notório. Agora que conquistou sua vaga dentro de campo, teve um imbróglio criado por alguém que acabou lesando o seu direito conquistado dentro de campo”, completou o vice-jurídico da Lusa.

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