Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Sérgio Rassi expõe graves problemas financeiros do Goiás e teme campanha

Goiânia (GO)

Após perder o título do Campeonato Goiano e ser eliminado de maneira precoce da Copa do Brasil, o Goiás vive uma temporada conturbada em 2014. No cargo desde janeiro, o presidente esmeraldino Sérgio Rassi trouxe à tona os graves problemas financeiros que encontrou ao assumir o comando executivo do clube goiano. Com a falta de contratações de peso, o mandatário teme pelo rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro.

À Rádio 730, Rassi explicou que todos os meses o Goiás lida com um déficit de 600 mil reais. “Temos disponível R$ 17 milhões referentes às cotas de TV. Cinco antecipados em quatro anos e outros 12 usados pela gestão anterior, ainda temos o desconto de impostos. Esse total é parcelado mensalmente. Considerando as demais fontes de renda, totalizamos uma arrecadação de R$ 2,2 milhões ao mês. As despesas totais, somando a folha de pagamento dos jogadores (R$ 1,5 milhão), pagamentos de funcionários e fornecedores, dívidas com a receita e trabalhistas, chegam a R$ 2,8 milhões”.

Divulgação/Goiás E.C.
Rassi teme pela campanha do Goiás no Brasileiro
Questionado pela falta de contratações de peso, o presidente explica que o orçamento não possibilita “jogadores com salário de três dígitos”. Dessa forma, ele não esconde o medo em relação ao desempenho do Goiás no Campeonato Brasileiro. “Sabemos que precisaríamos desses reforços. Em contrapartida, não atrasamos o pagamento de nenhum atleta que esteja conosco, pelo contrário, pagamos adiantado para podermos cobrar deles. Não nego que temo pelo futuro na competição, mas esse momento vai passar. Precisamos de tempo e paciência”.

Sérgio Rassi garante que está lutando para sanar os problemas vividos pelo Goiás. Segundo ele, a grande maioria derivada pelos gastos excessivos em todos os setores da administração interna. O mandatário garante que existem até funcionários fantasmas dentro do clube, que comprometem o orçamento mensal.

“Na vida tudo tem que ser passado a limpo. É isso que estamos fazendo. Existem algumas incongruências em vários setores que estão nos consumindo, como o não recolhimento de impostos. Cerca de 3 a 5% do contingente de funcionários eram fantasmas, alguns já foram demitidos. Ex-jogadores, que eram ídolos da torcida, nos acionaram na justiça, levando R$ 10 a R$ 15 mil por mês”.

Por fim, Sérgio Rassi afirmou que não pretende fazer adiantamento das cotas de televisão, como fizeram presidentes anteriores e previu que o Goiás terá que lidar com dificuldades financeiras até o fim de 2015. “Os dois próximos anos serão muito difíceis”.

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