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Sondagem de brasileiros e pai de Kardec geram apreensão no Palmeiras

William Correia São Paulo (SP)

Convicto de sua estratégia de fazer economia sem abrir mão dos contratos de produtividade, Paulo Nobre pretendia alongar a negociação com Alan Kardec até que o jogador aceitasse um salário abaixo do de outros centroavantes de clubes grandes só para se manter no Palmeiras. O presidente e sua diretoria, contudo, agora estão apreensivos com informações de sondagem rivais e a revolta do pai do jogador, também chamado Alan Kardec.

Os rumores de que o São Paulo está na briga pelo atacante chegaram de maneira firme aos ouvidos da cúpula palmeirense. Alguns dirigentes cogitam que seja uma tentativa de inflacionar o negócio e duvidam que alguma oferta rival se confirme – oficialmente, o Tricolor nega interesse. Mas os boatos ganham força e já preocupam.

Não vêm só do Morumbi os obstáculos à política de Nobre para renovar com o artilheiro. Pessoas próximas ao jogador informam que o pai de Kardec, responsável por conduzir a negociação, gostou bastante de uma sondagem feita pelo Cruzeiro, que teria apresentado salários R$ 80 mil superiores à maior oferta palmeirense. O Inter também aparece como um concorrente capaz de atrapalhar o Verdão.

Com a cobiça dos rivais ao goleador, Alan Kardec pai virou um problema para a diretoria, irritada com a estratégia do familiar de divulgar publicamente a sua insatisfação. Agora, queixam-se no clube de sua pouca disposição para atender os palmeirenses.

O maior temor da diretoria é que a consequência dos últimos episódios seja a recusa de um salário menor. O pai do atacante já admitiu ter aberto conversas com rivais e poderia usar as sondagens para exigir que o Verdão, ao menos, iguale as ofertas.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Presidente do Palmeiras agora confia na vontade do jogador em renovar para não perdê-lo para rivais do Brasil
Dos interessados, só aqueles do mundo árabe não causam temor. O jogador já deixou clara a sua vontade de permanecer no Brasil e é no papo com ele que os dirigentes têm apostado para conseguir renovar seu contrato. Nas três últimas semanas, foi comum vê-lo conversando no gramado da Academia de Futebol com o gerente Omar Feitosa.

O goleador ficou cabisbaixo desde que a insatisfação de seu pai se tornou pública. Kardec pai já não tem tanta confiança que o Palmeiras vá pagar o dinheiro exigido pelo Benfica para vender o jogador, emprestado pelos portugueses ao clube alviverde até 30 de junho. A única garantia que ele deu ao filho foi a de que não será necessário deixar o Brasil. Ficando ou não no Verdão.

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