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Sucessor de Juvenal pode mudar estatuto para aprovar reforma

Tossiro Neto São Paulo (SP)

O segundo boicote da oposição do São Paulo na votação do projeto de reforma do Morumbi fez Carlos Miguel Aidar mudar de ideia quanto a promover alteração no estatuto, que, neste momento, exige mínimo de 75% dos conselheiros para levar o assunto a plenário. O novo presidente, empossado na quarta-feira, já cogita modificar essa imposição do regimento interno.

"Não é difícil, porque temos maioria do Conselho. Transformaríamos a exigência de quórum de 75% para o de maioria simples, com (aprovação de) 50% dos presentes mais um", disse o sucessor de Juvenal Juvêncio, antes de levantar questão aos jornalistas, associados e conselheiros presentes. "Será que precisamos chegar a tanto? Será que (os membros da oposição) não terão sensibilidade para ver que isso é para o bem do São Paulo?".

Para não chegar a tanto, Aidar já tem outras duas alternativas na manga. A segunda é convencer os parceiros do projeto (que prevê construção de cobertura do Morumbi, arena de show e novos estacionamentos) a substituir o contrato de cessão de uso de superfície do estádio (atualmente acertado em dez anos, com renovação automática para mais dez) para uma fiança bancária. "É uma garantia real também, mas precisaria se avaliar o custo. O custo é alto", contraria-se, desde já.

Divulgação
Projeto de modernização prevê a construção de cobertura do Morumbi (Crédito: Visualize/Divulgação)
A terceira opção é convencer essas empresas (LACAN, XYZ e Multipark) a estender para 15 anos a primeira parcela do contrato, com opção de mais dez renováveis. A contrapartida para isso viria em receita imediata. "Não menos do que R$ 200 milhões", calcula Aidar. Uma compensação financeira que ajudaria a realizar contratações de jogadores de ponta, como pede o técnico Muricy Ramalho.

Convocada para quarta-feira, mesmo dia da eleição presidencial, a votação do projeto de modernização do Morumbi não ocorreu porque não houve quórum suficiente, em razão da desistência de Kalil Rocha Abdalla de concorrer ao cargo. O candidato da oposição alegou que colocar a pauta na ordem do dia foi uma manobra política e liderou seu grupo - ou a grande parte dele - na iniciativa de não entrar no salão nobre e assinar a lista de presença única para as duas reuniões.

Foi igualmente dessa forma, abstendo-se, que a oposição já havia boicotado a primeira tentativa de votação do tema, em 17 de dezembro do ano passado. Na ocasião, o então presidente, Juvenal Juvêncio, cogitou modificar o estatuto, mas foi demovido da ideia por Aidar, que agora se mostra favorável a essa ação, não sem antes considerar as demais hipóteses.

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