Futebol/Campeonato Paulista - ( - Atualizado )

Título coroa trabalho coletivo do Ituano e premia novato Doriva

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Definidas as quartas de final do Campeonato Paulista, o Ituano não era nem o favorito em seu confronto com o Botafogo, líder de sua chave na primeira fase. O que se viu a partir daí, no entanto, foi uma eficiência ainda maior do bom trabalho coletivo da formação rubro-negra, que acabou fazendo a festa em cima do Santos.

A melhor defesa da competição chegou à final sem levar gol do Botafogo – venceu nos pênaltis, em Ribeirão Preto, após empate por 0 a 0 – nem do Palmeiras – 1 a 0 no Pacaembu. O desafio seria maior na decisão, diante do melhor ataque, mas a consistência foi mantida e a zebra apareceu de novo.

O bloco pé no chão vermelho e preto tem tudo a ver com Doriva, avesso à grandiosidade ituana. O técnico novato – exerce a função há um ano – não é um homem de Itu, mas soube tirar uma produção enorme de seus jogadores justamente pregando humildade a cada passo dado, mesmo após triunfos considerados surpreendentes.

A orientação foi a mesma antes da última partida. “Não tem por que fazer nada diferente do que nos trouxe até aqui. O mais importante é a equipe continuar humilde, jogando da mesma forma”, pediu o treinador, atendido com a conquista de um título histórico para o Ituano.

Ricardo Saibun/Santos FC
O bom trabalho defensivo de Alemão e companhia frustrou o ataque do Santos, potente até a decisão
O triunfo quase inédito – o time havia levado o Paulista de 2002, disputado sem os clubes grandes – foi obtido por meio de uma simplicidade que vai além do semblante calmo do comandante. Também é eficazmente simples o futebol do campeão estadual, que deixou para trás Corinthians – na primeira fase –, Palmeiras e Santos.

Técnico de uma equipe profissional pela primeira vez, Doriva apostou no 4-2-3-1 adotado pela maioria de seus colegas hoje. Sem nenhum atleta brilhante, a equipe marcou de maneira firme, com o cabeça de área Josa protegendo a zaga, e contou com meio-campistas sem desespero com a bola no pé, como Jackson Caucaia e Paulinho.

O resultado foi além do esperado, como admite o próprio treinador. É cedo para assegurar um futuro brilhante na carreira para o ex-jogador de 41 anos, mas é relativamente seguro apostar que serão mantidos os “pés no chão”, expressão repetida por ele à exaustão.

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