Futebol/Bastidores - ( - Atualizado )

Valdivia cogita comemorar com “chororô” para responder a Aidar

Yan Resende, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

A declaração de Carlos Miguel Aidar na manhã desta terça-feira não demorou a repercutir entre os palmeirenses. Depois de ser acusado pelo presidente do Verdão de ter sido antiético na negociação com o atacante Alan Kardec, o mandatário do São Paulo afirmou que a fala de Paulo Nobre foi “patética”, alegando que o time do Palestra Itália está se “apequenando”. A resposta alviverde foi imediata, com o chileno Valdivia alertando para os riscos de uma declaração como diante de torcedores rivais.

“Palmeiras não é time pequeno, não está se apequenando como ele falou. Acho que cada um tem que cuidar do que é seu. O Paulo (Nobre) tem que cuidar do que é do Palmeiras, o presidente do São Paulo tem que cuidar do que é dele. Declarações como as dele fazem com que a torcida fique muito brava e, às vezes, pode ter até violência contra ele. Essas coisas acontecem no futebol. A coletiva dele foi um pouco em resposta à do Paulo. Cada um falou o que sentia, o que tinha na cabeça. Agora cada um que se preocupe com o seu”, completou o camisa 10 do Verdao, tentando amenizar a situação.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Em 2008, o chileno do Palmeiras fez o "chororô" para comemorar um dos gols da vitória, por 4 a 1, sobre o Sao Paulo
Com bastante cuidado ao responder as questões com relação à negociação de Alan Kardec, priorizando falar sobre os problemas que o Palmeiras deve enfrentar após a saída do atacante, Valdivia também não deixou de rebater Carlos Miguel Aidar em mais um ponto tratado na entrevista coletiva do mandatário. Pela manhã, o presidente do São Paulo afirmou que “o choro” seria livre, abrindo espaços para o camisa 10 alviverde relembrar uma de suas principais comemorações.

“Ah, se eu fizer gol e a gente ganhar... Vou pensar. Acho que no futebol você tem que ter muito cuidado com as coisas que fala e faz, as fotos que tira, os lugares que frequenta. Qualquer coisa vira uma bomba, uma palavra pode provocar briga entre torcidas. Não queremos isso. Brigamos em campo e o torcedor é só para torcer. Temos de tomar cuidado com o que a gente fala e faz”, disse Valdivia, com bom humor ao ser lembrado da comemoração que o fez cair nas graças do torcedor palmeirense.

Na campanha do título estadual de 2008, o chileno provocou o próprio São Paulo em um duelo ainda pela primeira fase, quando o Palmeiras goleou o Tricolor do Morumbi, por 4 a 1, em Ribeirão Preto. Na ocasião, depois de marcar um dos gols, Valdivia colocou as mãos no rosto e imitou um choro. Aprovada pelo torcedor, a comemoração foi repetida em um clássico contra o Corinthians.Agora, a primeira chance de o meia repetir o gesto será no dia 17 de agosto, data do primeiro Choque-Rei do Campeonato Brasileiro.

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